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Como liderar pessoas para o futuro através de seu RH

Ao longo da última década, quais empregos você viu desaparecer ou se transformarem? Com o avanço de plataformas digitais no país e o crescimento da economia criativa, ocupações consolidadas, como taxistas, corretores de imóveis, caixas de supermercados e até cobradores de ônibus foram substituídas. 

Essa mudança está chegando em todos os lugares, inclusive no departamento de recursos humanos, que pode contar com cada vez mais ferramentas para facilitar o recrutamento. Por isso, é tão importante começar a preparar e liderar pessoas para essa disrupção.

No Superlógica Xperience 2019, essa questão foi discutida no painel “Como liderar pessoas para transformação”, intermediado pela Kátia Ribeiro, head de recursos humanos da Superlógica. Participaram da discussão Luiz Drouet, vice-presidente da Campinas Tech, Ana Carolina Carlevaro, consultora de RH da Behavior Soluções Empresariais e Marco Zolet, fundador e CEO da Supermercado Now.

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Por que focar em pessoas em empresas de tecnologia?

O relacionamento das empresas com os consumidores e também colaboradores está cada vez mais próximo e complexo. Marco Zolet começa explicando que, mesmo sua empresa sendo de tecnologia, o foco mesmo é nas pessoas. 

“Temos uma cultura muito forte e a gente leva isso para o relacionamento com os nossos clientes, com nossos prestadores de serviços autônomos e com nosso time de tecnologia, que tá pensando como o nosso cliente pensa e facilitando a vida dessas pessoas”, explica Zolet.

O foco em pessoas e na cultura, além de ajudar a orientar toda a estratégia de experiência do cliente, por exemplo, também é um fator de retenção de talentos. Segundo a pesquisa “The War for Talent”, publicada na McKinsey Quartely, valores e cultura são os elementos essenciais para 58% dos melhores executivos de empresas, sendo mais importante até que boa gestão.

Além disso, a cultura e estratégia devem mudar sempre. Ana Carolina Carlevaro complementa: “transformação é a certeza da vida. Se ficássemos fazendo o que sempre fizemos, não conseguiríamos nem atingir os resultados que temos hoje”.

Construir uma liderança para a disrupção digital é uma necessidade para todas as empresas, não apenas de tecnologia. Para Luiz Drouet, “é uma transformação que está acontecendo em diversas organizações, a gente tem que encarar essa mudança e tem que trabalhar isso junto aos colaboradores”, afirma o vice-presidente.

Drouet explica que ele encara essas mudanças como, principalmente, humanas. É através do desenvolvimento de pessoas que organizações podem ganhar competitividade e inovar, de verdade.

Kátia Ribeiro completa “se o colaborador não tiver segurança de que a mudança vem para ajudar, ele vai atrapalhar. Então, tem que tomar muito cuidado com a forma que você leva essa mudança, como você propõe isso para o colaborador”.



É o fim dos empregos tradicionais?

De acordo com o relatório global “Employer Brand Research 2019”, da Randstad, 21% dos trabalhadores estão dispostos a desistir de 10% de seus salários em troca da segurança em manter seus empregos. Como, então, trabalhar a ideia de transformação digital nesse cenário?

Para Marco Zolet, ainda existem diversos tabus em torno do tema. “Não é a tecnologia que tá mudando os empregos. São as pessoas que estão mudando os comportamentos”, explica o CEO.

Ele segue explicando o caso da Supermercado Now, que conta com a mudança de comportamento e questão de segurança e economia compartilhada. Afinal, até um tempo atrás, jamais se consideraria confiar em estranhos para as compras de alimentos de forma rotineira. 

O mesmo ocorre em outros serviços de economia compartilhada por meio da tecnologia. De soluções para transporte a pequenos reparos domésticos, o que se observa é o foco na construção de uma relação de confiança. 

Zolet sublinha que a experiência do cliente é fundamental para que essas mudanças ocorram e sejam positivas. Muitas vezes, os indivíduos são clientes do produtos que fazem, por isso é tão importante liderar pessoas para a transformação digital, para que estejam preparadas e dispostas a participar desse processo de forma completa.

Como liderar pessoas para a disrupção digital?

Para Ana Carolina Carlevaro, “a empresa precisa enxergar que o cliente mudou, o mercado mudou. O que me trouxe até aqui não vai, necessariamente me levar a outro lugar”. Nesse sentido, o papel do líder é fundamental, pois é a pessoa que conduz o processo e propõe a mudança.

A consultora ainda aconselha a pensar bem nas dificuldades e estar preparado e tratá-las com clareza. “O que desmotiva o funcionário não são os grandes desafios e sim os problemas que estão no caminho e não são pensados, porque não se atua neles”, afirma. 

Falar dos problemas que surgem e discutir as soluções e dificuldades abertamente é o melhor caminho para resolvê-los. Segundo Carlevaro, ainda é preciso incentivar aos colaboradores assumirem posturas de protagonismo.

Luiz Drouet reafirma também a importância de se criar um ambiente aberto e incentivar a cocriação. “Hoje a mudança é tão grande, que você sequer saber o que tá pela frente”, afirma o vice-presidente da Campinas Tech. 

Assim, um dos papéis dos gestores é de cultivar comportamentos colaborativos, que unam o time. E isso, frente aos desafios e novidades impostos todos dias pela disrupção tecnológica, envolve admitir que não sabe de todas as coisas. 

Drouet explica que os melhores caminhos para isso é transmitir confiança, manter-se em movimento e investir em comunicação, um fator importantíssimo para construir culturas organizacionais fortes.

Qual o perfil dos colaboradores na transformação digital?

De acordo com o “Employer Brand Research 2019”, da Randstad, o setor mais atrativo para trabalhadores no mundo é o de ITC (Tecnologia e Comunicação), angariando 55% da preferência. Isso, em um primeiro cenário, mostra que empresas devem estar atentas para o que torna o setor tão atrativo. 

O mesmo relatório indica que os colaboradores valorizam salário e benefícios, buscando por empresas que ofereçam estabilidade e sejam um bom lugar para trabalhar, com cultura forte e ambiente prazeroso. 

Ana Carolina Carlevaro afirma que “hoje não dá mais para esperar um comando”, os líderes devem começar a cocriar as soluções com seus colaboradores. Quando se pertence ao grupo, a confiança aumenta e o engajamento também. 

Carlevaro completa com os quatro fatores essenciais para se liderar pessoas para a transformação: foco, disciplina, engajamento, potência. 

Marco Zolet concorda e reforça: “é importante você ter pessoas que trabalham com tecnologia mas que têm uma cultura bastante voltada para pessoas. Não pensem na tecnologia como um fim, pensem nela como um meio”, finaliza o CEO.

Sobre a Superlógica

A Superlógica desenvolve o software de gestão líder do mercado brasileiro para empresas de serviço recorrente. Somos referência em economia da recorrência e atuamos nos mercados de SaaS e Assinaturas, Condomínios, Imobiliárias e Educação

A Superlógica também realiza o Superlógica Xperience, maior evento sobre a economia da recorrência da América Latina, e o Superlógica Next, evento que apresenta tendências e inovações do mercado condominial.

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