Pix pagamento instantâneo

Conheça o PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

No dia 19 de fevereiro de 2020, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil (BC), anunciou o lançamento do novo sistema de pagamentos instantâneos, o PIX. Porém,  previsão para o funcionamento do sistema é para o final de 2020.

Esse movimento sinaliza atenção às necessidades do mercado. O dinheiro, em sua forma física, está caindo cada vez mais em desuso e instituições financeiras já estão de olho em maneiras de facilitar transações e pagamentos. Afinal, a digitalização dos processos já é algo presente na vida de muitos brasileiros.

Segundo uma pesquisa realizada em 2018 pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o Brasil tem 230 milhões de celulares ativos no país. A pesquisa também mostra que há dois dispositivos digitais por habitante no Brasil, considerando smartphones, computadores, notebooks e tablets.

Você verá neste artigo:

  1. O que é pagamento instantâneo?
    1. Um futuro cashless
  2. Como vai funcionar o PIX?
    1. Por que o governo está investindo nisso?
  3. Fintechs também serão beneficiadas


O que é pagamento instantâneo?

Para entender melhor como o PIX irá funcionar, antes é preciso compreender o que é pagamento instantâneo.

Atualmente, existem intermediários e etapas que realizam as transações entre a pessoa e a loja que está recebendo o valor. Alguns exemplos são: gateways, operadoras de cartão, adquirentes, envio de arquivos de remessa, aprovações do banco emissor etc. Seja por boleto ou cartão de crédito, a existência de múltiplos agentes e processos, inviabiliza que os pagamentos sejam processados nos finais de semana, por exemplo. 

Há ainda algumas incertezas para as instituições financeiras em algumas etapas. Nos cartões de crédito, por exemplo, o banco emissor intermedia a transação e envia a fatura no final do mês com todos os gastos que a pessoa realizou. Se ela não pagar, o banco emissor arcará com os custos, assim o lojista não terá prejuízos. 

Com o pagamento instantâneo, o processamento das transações e transferências será muito mais rápido. Será possível fazer uma conexão peer to peer, ou seja, do pagador direto com quem recebe. 

O PayPal e o Mercado Pago são dois exemplos desse formato de pagamento que atuam no Brasil. Atualmente, o pagamento instantâneo funciona via QR code, 24 horas por dia, 7 dias por semana e tudo isso através do celular e internet. Com os intermediários fora da jogada, a ideia é que ocorra uma redução de custo em todo o processo, já que não será mais necessária a garantia do banco.

Um futuro cashless

Essas mudanças em território brasileiro, pautada na digitalização da rotina das pessoas, sinaliza uma busca semelhante ao que já ocorre na China. Trata-se de um movimento para um futuro cashless (sem dinheiro físico, em tradução livre).

O termo cashless society ganhou bastante notoriedade a partir dos anos 90, quando as soluções de internet banking foram introduzidas. O que parecia uma visão futurista distante já é uma realidade latente, com empresas e governos precisando se adaptar e regulamentar a demanda da sociedade.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em 2018, o número de transações bancárias feitas por meio de aplicativos cresceu 24% em comparação ao ano anterior. Cerca de 2,5 milhões de pagamentos e transferências foram realizados. Esses dados mostram que o brasileiro está cada vez mais conectado e realizando transações por meio de seus smartphones.

Enquanto ainda estamos engatinhando, existe um exemplo prático e almejado no Brasil, os super apps chineses e sua penetração na sociedade: WeChat e AliPay. Graças à popularidade desses aplicativos, já existem lojas de grandes centro urbanos no país que não aceitam mais dinheiro em espécie, tudo é feito por QR Codes.

Como vai funcionar o PIX?

O PIX é o novo sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com previsão para ser implantado em novembro de 2020. Ele permitirá transações monetárias entre usuário e recebedor, que receberá o valor transferido na hora, incluindo fins de semana. 

Será possível mandar dinheiro para alguém em até 10 segundos ou pagar o ônibus pelo próprio celular, por exemplo. As transações serão realizadas de forma fácil, simples e instantânea por meio de QR Code, senhas ou por aproximação. “Será tão fácil quanto um bate-papo num chat”, disse João Manoel de Pinho Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC.

O desenvolvimento e lançamento conta com a colaboração e o apoio da Federação Brasileira dos Bancos. “A Febraban vê o PIX como uma inovação que trará mais segurança e conveniência ao consumidor em suas transações financeiras”, afirma Leandro Vilain, diretor de Negócios e Operações da Febraban.

Após o lançamento, bancos e instituições de pagamentos com mais de 500 mil clientes deverão, obrigatoriamente oferecer essa alternativa. Para adotá-lo, os bancos brasileiros precisarão investir recursos em infraestrutura, tecnologia e segurança para organizar um sistema intuitivo e confiável para seus clientes.

A novidade poderá ser disponibilizada por qualquer banco ou fintech para a realização de pagamentos ou transferências. Ao selecionar a opção “PIX” será possível fazer transações:

  • Para outras pessoas físicas;
  • Para estabelecimentos comerciais;
  • Entre empresas;
  • Pagar impostos e taxas ao governo.

Por que o governo está investindo nisso?

Essa iniciativa é a forma que governo encontrou para concorrer com as empresas privadas de pagamento instantâneo, gerando competitividade dentro deste mercado. Além disso, visa-se desburocratizar e simplificar as transações financeiras para todas as pessoas.

É importante que o consumidor final fique atento às mudanças. Como é um meio de pagamento instantâneo, contas de consumo que podem ter vencimentos em feriados ou fins de semana, não terão mais a tolerância do pagamento até o próximo dia útil, como acontece atualmente. Da mesma forma, transferências que demoravam alguns dias uteis para serem compensadas, com o PIX, isso acontecerá em tempo real.

Os custos das transações realizadas pelo sistema dependerão das próprias instituições financeiras, que definirão suas políticas de preços. O banco ou instituição deverá comunicar aos seus correntistas sobre a disponibilidade da nova função, juntamente com os custos que ela acarretará.

Será possível mandar dinheiro para alguém em até 10 segundos ou pagar o ônibus pelo próprio celular.

Fintechs também serão beneficiadas

Fintechs são empresas das áreas de serviços financeiros com processos exclusivamente tecnológicos. De acordo com o Relatório Mundial sobre Bancos do Varejo, de 2016, 74% dos correntistas dos bancos pesquisados já usam serviços financeiros provenientes de fintechs.

→  O que são fintechs? Como elas funcionam?

Elas também poderão incluir o PIX como uma forma de pagamento instantâneo em seus aplicativos. Assim, há continuidade no processo de criar mais opções no mercado financeiro para a população, iniciado pela Lei nº 12.865/2013. Dá-se-lhes a oportunidade de competir com os grandes bancos.

O PIX ainda passará por alguns ajustes até o seu lançamento e deverá ser apresentado com identidade visual e marca em novembro de 2020. Enquanto isso, bancos e fintechs já podem começar a preparar a sua estrutura para receber mais essa tecnologia que irá facilitar as transações financeiras.

Sobre a Superlógica

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