Fabrício Blosii, CEO da Movile

“O Brasil pode liderar o próximo ciclo econômico mundial se for agressivo”

Atualmente, no Brasil, vemos unicórnios surgindo a cada mês. Só em 2019, empresas como Loggi e Gympass chegaram a mágica marca de US$ 1 bilhão de valor de mercado. Antes disso, tivemos empresas como Arco Educação, Nubank, 99 e Stone Pagamentos. Um dos membros desse clube é o iFood, empresa que faz parte do Grupo Movile, localizado em Campinas, São Paulo.

O Grupo Movile tem mais de 20 anos de idade, mas, segundo Fabricio Bloisi, fundador e CEO, recentemente que as coisas começaram a decolar. “Começamos em um quartinho, como diversas startups, há 20 anos. Nos últimos 10, quando refundamos a empresa com uma nova cultura, tivemos o nosso período de crescimento mais interessante”. 

A atuação do grupo acontece nos setores de food tech, edTech, tickets e serviços. “Começamos desenvolvendo conteúdo para celular, mas, com o passar do tempo, expandimos para mais setores do mercado e conseguimos captar bastante investimento”. 

Durante o Superlógica Xperience 2019, Fabricio Bloisi deu uma entrevista a Superlógica falando sobre a trajetória da Movile, os desafios em desenvolver tantos produtos, como construir uma cultura forte, qual o segredo para conseguir investimentos e a visão que tem do futuro do mercado. 

O vídeo pode ser conferido abaixo. Para não perder nenhuma novidade do conteúdo publicado, se inscreva no nosso canal do youtube e assine o nosso podcast, “Economia da Recorrência”, no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcast e todos os principais agregadores.

“O segredo da Movile é cultura”

Com mais de 20 anos de empresa, a Movile passou por muitas coisas durante sua trajetória. O boom de crescimento veio nos últimos 10 anos e mais forte ainda nos últimos 2.

“A gente passou a focar mais em gente, propósito, inovação. Nosso modelo de gestão ficou muito mais preciso! Nos comunicamos de forma muito mais aberta e tentamos contratar sempre as melhores pessoas. Isso possibilitou um crescimento de 200 vezes nos últimos 10 anos e pudemos diversificar o nosso modelo de negócio”, declarou. 

A cultura, segundo o que Fabricio colocou, segue o princípio da sigla F.I.R.M.E. Ela significa:

Ele denomina a cultura como ambidestra, unindo disciplina e inovação. “Temos ideias novas a todos os momentos! Cometemos dezenas de erros todo semestre. A nossa cultura é lean, então, ela permite que a gente aprenda rápido e consiga colocar as melhores ideias em prática todos os meses para possibilitar o nosso crescimento”. 

Isso proporcionou investimento externo dentro do grupo. “Levantamos mais de US$ 500 milhões nos últimos 2 ou 3 anos e queremos crescer mais de 100 vezes nos próximos anos, novamente”.



Não existe segredo para conseguir investimentos

Apesar de parecer que existe alguma fórmula mágica para conversar com investidores, Fabricio explica que não existe “bala de prata”. “A gente recebeu 100 nãos no início e as nossas reuniões eram um desastre. A partir da 100ª, foram médias e começaram a ficar boas na 150ª. Hoje, eu consigo dizer que a gente é bom”. 

Por isso, ele estimula que ninguém desista no processo. “Vocês precisam aprender a cada reunião e melhorar com o passar do tempo”.

Além disso, ele cita outras dicas:

  • Pensar grande, com um mercado de grande potencial que justifique capital de risco;
  • Olhar para os outros players que realizam a mesma coisa que você na Europa, China e Estados Unidos;
  • Aprender com quem está atuando no mercado, pensar como fazer melhor e diferente deles.

O mercado brasileiro precisa pensar grande

O panorama de mudança tecnológicas para os próximos anos é exponencial. “Tudo vai mudar muito. Tem muitos que se perguntam se temos que investir em tecnologia e inovação. Isso é uma miopia absoluta!”.

Para ele, existe uma grande possibilidade do Brasil conseguir dominar o próximo ciclo do mercado, se mudar a sua postura e atitude. “Nós da Movile acreditamos que, aqui no Brasil, precisamos ser 20 vezes mais agressivos. Se não, vai acontecer como foi com a revolução industrial ou outros ciclos. Todo mundo se industrializa e a gente fica para trás”.

Ele deu o exemplo de inteligência artificial. “Temos que investir bilhões nisso e não pensar se é bom ou ruim. Nós precisamos que o Brasil lidere esse próximo ciclo, que terá muitas oportunidades. Mas precisa começar desde já!”.

Sobre a Superlógica

A Superlógica desenvolve o software de gestão líder do mercado brasileiro para empresas de serviço recorrente. Somos referência em economia da recorrência e atuamos nos mercados de SaaS e Assinaturas, Condomínios, Imobiliárias e Educação

A Superlógica também realiza o Superlógica Xperience, maior evento sobre a economia da recorrência da América Latina, e o Superlógica Next, evento que apresenta tendências e inovações do mercado condominial.

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