Economia de energia em condomínios: 7 dicas para implementar

Por: Time Esfera Energia4 Minutos de leituraEm 03/08/2022Atualizado em 03/08/2022

A economia de energia em condomínios é extremamente importante não só para reduzir o valor da conta de luz (paga por todos os condôminos), mas também como forma de conscientizar os moradores sobre a importância da sustentabilidade energética. E um bom motivo para fazer economia é o custo da energia elétrica no país. A falta de chuva nos últimos anos gerou uma crise hídrica, que foi considerada a pior dos últimos 91 anos.

O cenário causou mudanças constantes na bandeira tarifária como consequência dos altos custos para geração de energia, que incluiu o acionamento das usinas termelétricas. Em agosto de 2021, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a bandeira de escassez hídrica, que vigorou até abril de 2022 e teve um custo de R$ 14,20 a cada 100 kWh.

Essas medidas de controle acertam em cheio o bolso do consumidor e, quando se trata de condomínios, o valor da fatura impacta diretamente a taxa condominial. Por isso, os síndicos têm o papel de atuar como líderes da economia de energia em condomínios, propondo ações para conscientizar a todos coletivamente e engajar os moradores nas medidas adotadas.

Quer aprender como economizar energia no condomínio? Continue lendo o artigo e aprenda dicas práticas e viáveis de colocar em prática, das mais simples às mais complexas.

Como economizar energia no condomínio?

Dentro de um condomínio, cada apartamento paga pelo consumo de energia da própria unidade. Porém, a conta de eletricidade de áreas comuns como elevadores, portarias, quadras, playground, piscina, salão de festas e academia, entre outras, é dividida entre os moradores e incluída na taxa condominial.

Para evitar desperdícios que contribuam para aumentar essa despesa, o síndico deve realizar algumas mudanças externas que, inclusive, podem ser úteis para os moradores aplicarem em seus apartamentos. 

Uma vez que economizar é uma iniciativa que todos veem com bons olhos, as dicas abaixo vão ajudar a criar uma proposta clara e objetiva para conscientizar todos da importância de aderir e participar. Confira!

Leia também: O que fazer com o fundo de reserva do condomínio? Veja dicas

1. Conscientizar os moradores

A economia de energia nos condomínios depende do engajamento dos moradores e, para isso, eles devem ser conscientizados do assunto.

Para fazer isso, utilize espaços como murais internos, mídias em elevadores e placas para lembrar da importância de evitar desperdício de luzes acesas. Deixe avisos para que as luzes sejam apagadas e passe informações sobre o valor da tarifa, os benefícios que podem ser alcançados etc.

Se o condomínio tiver um grupo de WhatsApp, por exemplo, é válido enviar lembretes por lá. Use também a fatura do condomínio, afinal, chamar a atenção para o resultado tem seu impacto.

2. Instalar sensores de presença e lâmpadas de emergência

Outra dica muito utilizada para economizar energia em condomínio é instalar sensores de presença e lâmpadas de emergência nas áreas de circulação como:

  • hall de entrada
  • garagem 
  • escadas
  • corredores externos e internos
  • banheiros, etc.

Os sensores vão ativar as lâmpadas apenas quando tiver alguém passando, enquanto as lâmpadas de emergência garantem que não falte luz quando houver queda de energia. Assim, além de economizar energia elétrica, os moradores ficam seguros.

3. Trocar as lâmpadas por modelos mais econômicos

Sabia que as antigas lâmpadas incandescentes transformam 95% da energia para produzir calor e apenas 5% vira luz elétrica? Atualmente, esse tipo de lâmpada não é mais comercializada no país. 

Então, uma mudança simples e eficiente que vai gerar uma boa economia de energia em condomínios é utilizar lâmpadas de LED. Além de ter uma vida útil maior (algumas chegam a 50 mil horas!), não produzem calor e economizam de 80% a 90% de energia.

Esse tipo de lâmpada pode estar na portaria, nos corredores e áreas como quadras, playground, academia, salão de festas, iluminação externa/fachada, entre outros pontos.

4. Modernizar estruturas elétricas

Nem nos prédios antigos a economia de energia em condomínios é impossível. Fazendo um procedimento chamado de retrofit elétrico, a estrutura elétrica do prédio é modernizada e melhora o desempenho, evitando acidentes e perdas.

Além disso, fiações antigas tendem a ter uma estrutura mais rígida, o que prejudica a condução da eletricidade e aumenta os gastos. Com componentes mais modernos, é possível ter uma melhor qualidade na estrutura. 

5. Instruir sobre o uso consciente do elevador

O elevador é um item essencial, especialmente em prédios grandes. Mas isso não significa que seu uso não possa ser melhorado para gerar economia de energia em condomínios. Um ponto importante é permitir que apenas um elevador seja chamado por vez, de modo a evitar  o desperdício de energia. 

Outro detalhe é não deixar as crianças apertarem vários botões de andares. Parece bobo, mas fazer muitas paradas exige mais da máquina do elevador. E vale ainda incentivar o uso da escada, mantendo-as com iluminação adequada para quem mora nos primeiros andares. 

6. Fazer manutenção nas bombas hidráulicas

A bomba hidráulica precisa de eletricidade para funcionar e, por isso, é importante fazer as manutenções no prazo correto. Ter um modelo automático, que liga e desliga sozinho, também é mais eficiente energeticamente e permite diminuir as chances de vazamento de água.  

Vale ainda aproveitar o momento para checar de tempos em tempos a boia da caixa-d’água para que problemas não sobrecarreguem o consumo de energia. 

Veja mais: Os desafios de fazer a gestão de condomínios mistos. Entenda

7. Utilize energia solar para gerar eletricidade no condomínio

A última dica para economizar energia em condomínio é utilizar a energia solar para gerar eletricidade para o condomínio. Esse processo é chamado de micro e minigeração distribuída (MMGD) e consiste na instalação de painéis que captam energia solar que vai abastecer toda a infraestrutura do prédio.

Com a produção, o condomínio obtém créditos de energia que são abatidos pela empresa distribuidora local da conta mensal. Essa medida pode reduzir em até 95% as despesas com energia elétrica de todas as áreas comuns, por isso, vale fazer um estudo e apresentar aos moradores para que o investimento seja realizado.

Outra opção para comprar eletricidade gerada por fontes de energia limpa é pela Geração Distribuída (GD). Porém, ao invés de investir em uma estrutura própria, o condomínio é abastecido pela produção de terceiros. Dá para economizar 16% na conta de luz dessa forma, pois não existe custo de instalação nem mensalidade, o que reduz os gastos gerais para os moradores, além de valorizar fontes de energia limpa.

Gostou das dicas de economia de energia em condomínios? Agora, basta organizar um bom plano para executar cada uma, passo a passo, e diminuir as despesas com eletricidade. Bom trabalho!

Este artigo foi escrito pela Esfera Energia, empresa referência nacional em gestão de energia no Mercado Livre de Energia e Geração Distribuída.

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