Gateway de pagamento recorrente, adquirentes e facilitadores

Você sabe quais são as diferenças entre um gateway de pagamento recorrente, os adquirentes, facilitadores e um ERP recorrente? Vamos navegar neste artigo e detalhar estes quatro players para te ajudar na melhor escolha para o seu negócio.

Em primeiro lugar, é importante destacar que fazer a gestão de pagamentos em um negócio da recorrência é completamente diferente do modelo transacional. Na cobrança recorrente no cartão de crédito, o débito não acontece uma única vez, mas, sim, de maneira programada, durante um período de tempo definido. E isso muda muita coisa.

Entender bem a lógica desse processo é fundamental para facilitar a compreensão de toda a cadeia de cobrança com cartão de crédito.

Pagamento com cartão de crédito: o que você precisa ter?

Para oferecer aos seus clientes o cartão de crédito como modalidade de pagamento, você vai precisar de:

  • Sistema com integração direta com um adquirente;
  • Gateway e um ou mais adquirentes;
  • Ou um facilitador de pagamentos.

Complicado? Calma. Vamos explicar quem é quem nesse processo.

Quem são os adquirentes

Adquirentes são as empresas que processam as transações de cartão de crédito. Você, com certeza, conhece a Cielo, Rede, Elavon, Stone, entre outras.

Os adquirentes atuam entre o consumidor e os instituições emissoras de cartões. São os responsáveis por credenciar os lojistas e empresas e oferecer as maquinetas (POS – Point of Sale – ou, no caso online, o webservice) e gerenciar o crédito e débito nas contas correspondentes no banco.

Para credenciar um negócio a operar como cliente, um adquirente faz uma análise rigorosa de documentação e histórico financeiro da empresa e dos sócios.

Algumas burocracias também impedem que um negócio possa antecipar seus recebíveis logo no primeiro ano de contrato e/ou, se permitido, podem ser cobradas taxas mais altas para tal.

A remuneração dos adquirentes acontece percentualmente por transação.


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O que são os gateways de pagamento?

Um gateway de pagamento é a interface que faz a integração e a comunicação entre as operadoras e adquirentes e as empresas. Eles são provedores de serviços que agrupam diversos meios de pagamento.

O principal papel do gateway é “esconder” a complexidade de integração entre os diversos adquirentes em uma única interface.

Eles funcionam como uma máquina de cartão de crédito: o cliente compartilha as informações sobre o pagamento e o gateway se encarrega de enviar esses dados, em tempo real, para o adquirente, que valida e processa a operação.

Entre os gateways mais conhecidos estão Adyen, Brasgpag, Cobrebem, entre outros.

Preciso de um gateway de pagamento?

A integração direta com adquirentes é possível mas, por questões de segurança, a prática de armazenar números de cartão de crédito de clientes não é permitida sem que sejam seguidas as regras do PCI-DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), conselho de normas que garante a segurança durante o manuseio dos dados de cartões de crédito em transações eletrônicas.

Uma solução seria contar com um adquirente. Entretanto, essa é uma estratégia que pode criar dependência, prejudicando a negociação com o concorrente que ofereça uma taxa mais atraente, por exemplo.

A saída é deixar outra empresa fazer isso.

É neste contexto que entra o gateway, que, seguindo os padrões do PCI, pode lidar com os dados de cartão de crédito, pois a informação que trafega pelo gateway é criptografada e enviada diretamente à instituição responsável.

A empresa, que receberá o pagamento, não tem contato direto com os dados dos clientes. Nesse processo, ela só recebe a resposta da transação – se aceita ou negada.

A grande vantagem do gateway é que ele pode se conectar com um ou mais adquirentes.

E essa “pluralidade” é interessante, pois assim é possível negociar taxas e também contar com uma contingência para garantir maior conversão nos recebimentos.

Quem tem um volume alto de pagamentos acaba optando por um gateway. Afinal de contas, não é recomendável confiar todas as suas transações a um único adquirente por questões estratégicas e operacionais.

Todos os grandes e-commerces ou operações de assinaturas, por exemplo, usam gateways.

 



Superlógica opera com gateway próprio

Para lhe ajudar na gestão dos pagamentos recorrentes, o gateway próprio do Superlógica está integrado com PJBank, Cielo, Stone, Global Payments e Pagar.me.

A missão de um ERP recorrente é permitir a você realizar a gestão financeira completa da sua empresa, acompanhando o cliente durante toda a jornada de compra.

A partir dele você fica sempre seguro para receber seus pagamentos de ponta a ponta, pois ele cuida de todos os processos: do faturamento à emissão de notas fiscais.

Quanto custa ter um gateway de pagamento?

O modelo de remuneração dos gateways pode variar, mas, em geral, fica em cima de um valor por transação. Pode haver casos em que exista a cobrança apenas por transação convertida com sucesso. Alguns gateways podem cobrar também um percentual por serviços extras, como o anti-fraude.

Um gateway de pagamento é a interface que faz a integração e a comunicação entre as operadoras e adquirentes e as empresas.

O que é e o que faz um facilitador de pagamentos?

Você já ouviu falar de PJBank, PagSeguro, PayPal, BCash, Moip, Mercado Pago, certo?

Os facilitadores de pagamento, subadquirentes ou ainda intermediadores de pagamento surgiram a partir da demanda de pequenos e-commerces e lojistas de simplificar processos, dispensando a burocracia exigida pelos adquirentes ou gateways.

Como uma opção viável para fugir da complicação, essa solução também trouxe agilidade às transações à medida em que funciona como plataforma independente, que se integra diretamente com diversos meios de pagamento, sem que a empresa tenha a necessidade de criar convênios com adquirentes, gateways ou sistemas anti-fraudes.

Para isso, os facilitadores exercem uma função polivalente: a do gateway, a dos adquirentes, a da análise de risco e a da conciliação financeira.

É importante dizer ainda que, no caso dos facilitadores, o dinheiro é creditado primeiro na conta do facilitador antes de ser transferido para a conta da empresa.

Mas, atenção: os facilitadores podem tornar a vida mais simples, mas você não poderá trabalhar com o máximo desempenho possível e nem sempre com uma boa taxa.

Vamos saber o motivo.

Quanto custa ter um facilitador de pagamentos?

Toda variedade de opções de pagamento tem seu preço. Como assumem o risco de chargeback (estorno por parte do cliente), os facilitadores, em contrapartida, costumam cobram uma taxa por transação aprovada, além das tarifas tradicionais.

Outro aspecto desfavorável é que, por conta da mitigação desse risco, acabam negando, em média, uma porcentagem mais alta das transações se comparado aos gateways.

Portanto, a relação sobre o custo/benefício de se utilizar um facilitador de pagamento depende do ponto de vista.

Esta solução pode ter um preço muito alto para quem tem um grande negócio, ao passo que pode ser tolerável para pequenas e médias empresas, que não podem correr riscos de chargeback ou por quem está começando e não tem estrutura para cuidar de todos os aspectos relacionados a pagamentos.

E no caso dos pagamentos recorrentes?

Facilitadores de pagamento e a recorrência

Lidar com um índice de transações negadas no cartão de crédito pode ser aceitável para os negócios transacionais, já que a maior preocupação é com a fraude. E os facilitadores de pagamento, por sua vez, podem funcionar como uma boa alternativa nesse cenário.

Mas, na recorrência, o panorama é outro e os desafios na gestão de pagamentos são bem diferentes nesses dois modelos.

Quem roda um negócio recorrente sabe da importância da retenção de clientes. Acontece que os facilitadores ainda não resolvem o problema do churn involuntário, o cancelamento que ocorre sem ter sido solicitado pelo cliente. Esse tipo de situação de perda de assinantes acontece em decorrência de algum tipo de falha no processamento do pagamento.

Na recorrência, o ideal é que a performance do processamento dos cartões alcance uma taxa de sucesso superior a 95%. Ou seja, um negócio recorrente que tenha um alto número de transações negadas no cartão de crédito pode ter uma perda exponencial no volume de clientes e prejudicar, assim, fluxo de caixa, estabilidade e saúde financeira.

Portanto, usar as soluções que funcionam bem nos modelos transacionais não é somente ineficiente contra o churn, como o potencializa.

Como ter o melhor desempenho nas cobranças recorrentes?

Como vimos até aqui, para negócios recorrentes, o desempenho nas cobranças importa – e muito! É por isso que você precisa contar com um bom sistema de gestão adequado para a recorrência.

Como nem sempre uma transação é aprovada pelo adquirente na primeira tentativa, então, é importante contar com um sistema que continue tentando realizar a conversão do pagamento, mas fazendo isso de forma inteligente.

Um ERP como o Superlógica e os modernos gateways de pagamento oferecem o que podemos chamar de retentativas inteligentes. Isso significa que quando o status da falha for temporária – como ausência de saldo -, o sistema continuará tentando o recebimento.

Já se o status for de falha permanente – como cartão expirado -, o cliente é comunicado para fornecer a troca do cartão ou escolher outra forma de pagamento.

Adotando um bom ERP recorrente e tomando outras medidas simples, é possível economizar tempo e diminuir consideravelmente o volume das transações negadas.

Veja algumas dicas:

  • Elimine o sistema anti-fraude para diminuir o churn involuntário. O risco de fraude em negócios recorrentes é baixo;
  • Trabalhe com múltiplos adquirentes para aumentar as chances de efetivar as cobranças;
  • Tenha um bom gateway para processar as retentativas em múltiplos adquirentes. Mas fique atento à forma de cobrança desse fornecedor: se por número de tentativas ou por conversões com sucesso.

O papel do sistema de gestão de assinaturas

O principal papel é permitir a você realizar a gestão financeira da sua empresa, em todos os processos: do faturamento recorrente à emissão de notas fiscais.

Veja o que é possível fazer:

Aumente suas chances de receber seus pagamentos e melhore o fluxo de caixa de sua empresa. Deixe que o Superlógica trabalhe por você e pelo seu time.

 

 



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