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Inteligência emocional: o que é e como impacta em seu negócio

Para conduzir uma empresa ao sucesso, não basta ter uma enorme estrutura e profissionais bem capacitados tecnicamente. Administrador, gestor e colaboradores também precisam das chamadas soft skills, e a inteligência emocional é uma das mais importantes.

Soft skills são habilidades comportamentais, que interferem diretamente na maneira como as pessoas se relacionam entre si. Apesar de não terem relação direta com o trabalho em si, impactam a maneira como o profissional o desempenha. A capacidade de trabalhar em equipe, por exemplo, é uma soft skill.

Mas o assunto deste post é uma soft skill específica, aquela que mencionamos no primeiro parágrafo: a inteligência emocional (IE).

Siga a leitura para entender o significado dessa habilidade comportamental e qual a sua importância nas organizações de hoje.



O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional é a capacidade que uma pessoa tem de reconhecer seus sentimentos e emoções e as dos outros, e também a capacidade de lidar com elas de maneira eficaz para si e para os demais.

O termo foi difundido pelo psicólogo, escritor e jornalista científico Daniel Goleman, que publicou, em 1995, o livro Inteligência Emocional, um sucesso mundial que já foi publicado em mais de 40 idiomas e tem várias versões publicadas no Brasil.

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Inteligência Emocional – Daniel Goleman

Goleman confronta a IE ao conceito de QI, o quociente de inteligência, um fator que mensura a inteligência das pessoas através de determinados testes. “A pontuação de QI prognostica muito bem se podemos arcar com os desafios cognitivos que uma determinada posição nos oferece”, escreveu Goleman.

O mesmo QI cai por terra, porém, quando a questão é identificar o melhor líder em uma profissão intelectualmente exigente, conforme problematiza o autor. Goleman define como aspectos fundamentais do quociente emocional (QE, para fazer oposição ao QI) a autoconsciência, autocontrole, consciência social e a habilidade de gerenciar relacionamentos.

Esses aspectos não são medidos em um teste de QI, mas são determinantes para a qualidade das relações no ambiente de trabalho.

Conheça os pilares da inteligência emocional

Não foi Daniel Goleman quem inventou a inteligência emocional. Em sua obra, ele compila estudos de pesquisadores do campo da psicologia, entre eles Peter Salovey, que atualmente preside a renomada universidade norte-americana Yale.

Salovey “estabeleceu, em detalhes, as formas como podemos levar inteligência às nossas emoções”, escreveu Goleman.

Junto com seu colega John Mayer, o psicólogo propôs cinco domínios principais para a inteligência emocional, que abordamos a seguir.

1. Conhecer as próprias emoções

Este domínio é o que também chamamos de autoconsciência, que é onde tudo começa: só teremos a capacidade de controlar as emoções se soubermos observá-las e identificá-las.

Quem tem maior consciência sobre seus próprios sentimentos tem mais condições de conduzir sua vida na direção em que deseja, tomando as melhores decisões.

No ambiente profissional, há muitos exemplos de situações em que a autoconsciência é útil. Um exemplo é quando uma situação provoca determinado sentimento (como raiva) e misturamos esse sentimento com o aspecto profissional.

Sem identificar e compreender que existe um sentimento envolvido, ficamos à mercê da reação que ele pode provocar — que provavelmente não será a ideal.

2. Lidar com emoções

Este domínio está relacionado com o anterior: primeiro você identifica a emoção e depois aprende a lidar com ela. Mas é importante entender que são duas coisas distintas.

Voltando ao exemplo de antes, você pode reconhecer o sentimento de raiva que uma situação no trabalho gerou e mesmo assim reagir de uma maneira raivosa.

É importante entender que o problema não é sentir raiva, e sim não saber lidar com ela. Não significa lutar contra os sentimentos, mas entender que eles existem e não deixar que eles assumam o controle.

3. Motivar-se

A motivação tem a ver com o autocontrole emocional, saber adiar a satisfação e conter a impulsividade. A habilidade de se motivar é essencial para centrar a atenção, focar em uma meta e entrar no estado de flow (fluxo), que leva a desempenhos excepcionais. 

No ambiente de trabalho, isso tudo está relacionado com a produtividade dos gestores e colaboradores e sua capacidade de evitar distrações.

4. Reconhecer emoções nos outros

Este domínio fala principalmente da empatia, uma palavra bastante usada ultimamente. Empatia é a capacidade de entender e se colocar no lugar do outro. Ou seja, além de observar as próprias emoções, uma pessoa com alta inteligência emocional aprende a identificar as emoções dos outros. Assim, tende a ser mais altruísta, respeitosa e, no ambiente de trabalho, um colega ou líder melhor.

5. Lidar com relacionamentos

Segundo Daniel Goleman, relacionar-se é uma arte que tem a ver, em grande parte, com a aptidão de lidar com as emoções dos outros. A capacidade de se relacionar determina a popularidade, liderança e eficiência interpessoal de um indivíduo.

Não precisamos explicar muito qual a aplicação disso para o dia a dia de uma empresa, certo? As organizações são compostas por pessoas e processos, e esses processos funcionam muito melhor se as pessoas souberem se relacionar da melhor maneira possível.

Aplique a inteligência emocional na sua empresa

É provável que, depois de ler este texto, você tenha identificado várias situações que foram vivenciadas no trabalho em que um pouco mais de inteligência emocional teria feito bem, não?

Então compartilhe este post com seus colegas e líderes e espalhe a mensagem!

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