Dicas de conscientização para um condomínio sustentável

Artigo publicado originalmente em 26/11/2021 e atualizado em 25/11/2021

Regras são essenciais para uma vida em comunidade mais sustentável. Entre elas, podemos mencionar acordos mundiais, leis federais, regimento interno do condomínio e até aquelas regrinhas que são estabelecidas dentro da sua casa, como limite para o tempo de banho.

No entanto, seja qual for o contexto, a simples existência das regras pode não ser o suficiente. É preciso haver a conscientização dos indivíduos, fazer com que cada um entenda por que elas existem e por que são importantes.

É importante lembrar que a  conscientização não se restringe apenas ao que está nas regras, também é possível fazê-la sugerindo comportamentos que são recomendáveis, mas não obrigatórios, por exemplo.

Nos condomínios, síndicos e administradoras dispõem de algumas medidas administrativas para melhorar a conscientização dos condôminos em relação à sustentabilidade.



A seguir, apresentamos algumas dicas.

Estabeleça a sustentabilidade como pauta

Em primeiro lugar, síndicos e administradoras devem estar na mesma página sobre a importância da sustentabilidade como pauta. Assim, terão um discurso alinhado e mais convincente.

A partir daí, podem definir uma linha argumentativa para começar a disseminá-la entre os condôminos. Em algumas cidades do país, por exemplo, boas práticas ambientais podem resultar em descontos no IPTU.

Seja qual for a realidade do seu município, é importante dar o primeiro passo, iniciar esse tipo de conversa nos corredores e colher ideias de medidas que podem tornar o condomínio mais sustentável.

Criação de jardins e hortas, captação de água da chuva, instalação de painéis fotovoltaicos, coleta seletiva de lixo, medidas de redução no consumo de água e energia. Enfim, há várias questões a serem abordadas, e tudo começa com síndico e administradora espalhando a intenção de avançar nessa área.

Comunicação nos elevadores e áreas coletivas

Um dos meios de conscientização em condomínios são os comunicados escritos, que podem ser afixados dentro de elevadores e nas paredes de locais comuns.

Entre os comunicados que podem ser feitos estão os avisos em relação à coleta seletiva, por exemplo, modelo obrigatório em São Paulo para condomínios com mais de 50 habitantes.

A dica, aqui, não é apenas comunicar a regra, mas abordar a sua importância. O comunicado pode citar a lei, o que é sempre eficaz, mas é melhor ainda se explicar a razão pela qual a norma existe.

No caso da coleta seletiva, a separação dos resíduos por tipo ajuda a evitar a contaminação de solos e rios, além de facilitar o trabalho de reciclagem.

Mural de dicas para um condomínio sustentável

Se houver espaço para isso, o condomínio pode contar com um mural específico com dicas de sustentabilidade.

Embora faça mais sentido focar nas ações direcionadas para as áreas comuns (economia de água e energia no salão de festas, por exemplo), já que as contas referentes às unidades são individualizadas, não é fora de propósito sugerir dicas e estimular comportamentos sustentáveis para cada apartamento, uma vez que o maior consumo continuará sendo na soma de todas as unidades.

Assim, é uma boa ideia carregar o mural com argumentos e dados sobre a importância da coleta seletiva e da economia de água e de energia elétrica.

Encontros para discutir práticas sustentáveis

Por fim, outra dica é organizar encontros entre síndico, administradora e moradores sobre a adoção de práticas sustentáveis no condomínio.

Essas ocasiões não precisam ter peso excessivo. A sugestão é, justamente, ampliar o debate para além da assembleia condominial, estimulando discussões durante o ano todo, e não apenas em ocasiões específicas.

Assim, os assuntos amadurecem e a chance de serem criadas soluções consensuais aumenta.

Por exemplo, pode ser considerada a hipótese de criar uma horta orgânica com compostagem, o que torna o condomínio mais sustentável ao mesmo tempo que agrega uma fonte de lazer e contemplação ao local.

Em vez de jogar a ideia para votação em uma assembleia, da noite para o dia, podem ser criados encontros ao longo do ano para discutir essa e outras possíveis medidas.

Assim, quando chegar o momento de decidir de fato, a questão já estará bem melhor absorvida entre os moradores.

O que achou das nossas dicas? Leia o artigo Entenda o que torna um condomínio sustentável para saber mais!

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