Assembleias virtuais caem no gosto dos condomínios em todo Brasil

Por: Felipe Haguehara2 Minutos de leituraEm 13/07/2022Atualizado em 13/07/2022

As assembleias virtuais já fazem parte da realidade dos condomínios brasileiros. E o que começou por necessidade, diante da pandemia da Covid-19, segue hoje como opção pela conquista de praticidade e conveniência. “Com o modelo virtual, além de ficar mais fácil, rápido e eficiente, conseguimos ampliar o quórum e também apresentar de forma mais estruturada as informações”, afirma Bruno Almeida, administrador da Azul Condomínios. 

Os formatos de assembleias foram regulamentados na lei 14.309 para que funcionassem tanto no modo virtual quanto presencial. “No início, até tínhamos problemas com a aceitação da assembleia virtual por síndicos receosos. Por isso, agora, toda reunião que vamos realizar mostramos a lei para alentar a todos”, diz Ralf Gaite, diretor comercial e fundador da Villa21 Condomínios. 

E Almeida reforçou ainda que já tinha buscado referências para a realização das assembleias virtuais. “Mesmo antes da aprovação da lei, tivemos como base a referência das audiências judiciais que já estavam (e ainda estão) sendo realizadas de forma virtual. Isso nos deu mais segurança”, explica.

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A adesão ao modelo virtual segue forte até hoje. A Superlógica fez um levantamento na sua base e percebeu que, desde quando foi publicada a primeira lei temporária com a autorização dos votos eletrônicos, a plataforma digital registrou uma média de 1.555 assembleias virtuais por mês. E, no período de junho de 2020 até junho de 2022, foi contabilizada a presença de mais de 38,9 mil assembleias.

Assembleias virtuais seguem em alta nos condomínios

Fonte: Superlógica

E como engajar condôminos e síndicos? 

A adesão ao modelo virtual exige cuidados. É fundamental que ações sejam feitas para promover engajamento de condôminos e síndicos. Um ponto importante, por exemplo, é ensinar todos envolvidos a usarem as ferramentas online. “Sempre falamos com o síndico antes das reuniões, apresentamos a ferramenta, explicamos como vai ser feita e seguimos para a comunicação dos moradores”, explica Gaite.

Outra ação relevante é estimular os condôminos a participarem das assembleias. “Nós enviamos o edital por e-mail como de praxe e, entre o período do envio do edital até o dia da assembleia, fazemos ações periódicas via WhatsApp para incentivar a presença deles na reunião”, afirma Almeida. É interessante também reforçar as ações no dia da reunião. “Perguntamos diretamente ao condômino, via WhatsApp, se poderemos contar com a presença dele na assembleia e se há alguma dúvida quanto a participação e votação. Verificamos também se já baixou o aplicativo e, caso não, orientamos como fazer”, explica.

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