previsão de cenários em tempos de crise

Como simular cenários em empresas SaaS visando o enfrentamento da crise causada pelo COVID-19

Em tempos de pandemia, que tem impactos em todos os setores da economia, nunca foi tão importante acompanhar o noticiário. Com as incertezas sobre a economia será necessário fazer a previsão de cenários futuros – do mais otimista ao mais pessimista.

Embora a situação seja muito dinâmica e novas previsões sejam lançadas praticamente todas as semanas, a maioria dos especialistas indicam que uma prática de gestão fundamental para este momento é a construção de cenários. O objetivo é preparar o negócio para qualquer realidade que se coloque no futuro, seja ela otimista, realista ou pessimista.

Confira algumas das previsões feitas até o momento e informações relevantes sobre a evolução da pandemia. Assim, você poderá fazer seu planejamento e construir cenários, preparando a empresa para os desafios futuros.


Informações e previsões

Segundo o Ministério da Saúde, o pico da pandemia de coronavírus deve acontecer entre o fim de abril e início de maio. Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Harvard aponta que o distanciamento social intermitente pode ser necessário até 2022

De acordo com o Boletim Focus, emitido pelo Banco Central dia 13 de abril, o PIB brasileiro deve ter um recuo de 1,96% em 2020. Para 2021, uma retomada é prevista, com crescimento de 2,70%. A estimativa do mesmo boletim é de que o dólar encerre o ano em torno de R$ 4,60.

Já a taxa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em torno de R$ 2,52. Para 2022 e 2023, a estimativa se mantém em 3,5%.

Segundo a consultoria norte-americana Duff & Phelps, o cenário pode levar a uma queda de mais de 50% no número de fusões e aquisições em 2020, no Brasil.

O cenário mundial

A pandemia de coronavírus  deve reduzir o crescimento global em mais de US$ 5 trilhões nos próximos dois anos. Esse valor é maior do que o PIB anual do Japão, de acordo com bancos que atuam em Wall Street, como Citigroup e JP Morgan Chase.

Os gastos mundiais em TI devem cair 2,7% este ano, uma vez que o COVID-19 força muitas organizações a reverem seus planejamentos de curto prazo. As previsão são de estudo do IDC Worldwide.

O mesmo estudo aponta que o setor de software registrará um crescimento positivo de menos de 2%, em grande parte devido aos investimentos em nuvem. A entidade identifica que, nos próximos seis meses, surgirão muitas oportunidades para software e serviços, conforme as organizações buscam medidas para ampliar a colaboração remota.

Fazendo a previsão de cenários

Embora pareça uma atividade simples, a construção de cenários, envolvimento dos principais executivos e conhecimento do negócio.

Para falar sobre o assunto, consultamos Fábio Póvoa, cofundador da Movile – que se tornou um dos primeiros unicórnios brasileiros – e atualmente investidor de startups por meio da Smart Money Ventures. Ele dá quatro dicas para startups e empresas SaaS fazerem um bom estudo de cenários em meio à crise.

→  Conheça a fundo a realidade da gestão financeira em tempos de COVID-19 nesse webinar exclusivo do Fábio Póvoa

Forme um Squad

A formação de grupos de trabalho multidisciplinares já é uma prática adotada por muitas startups e empresas de tecnologia para desenvolver produtos e fazer melhorias no software. Para tratar da crise causada pelo COVID-19, a recomendação é formar um Squad com membros de várias áreas. O objetivo deve ser a realização de um brainstorming para montar um plano de ações de curto prazo.

Membros dos times de vendas, comunicação e produtos devem estar presentes. É fundamental que o squad traga bons insights operacionais e financeiros para os gestores. Ele deve resultar em recomendações de curtíssimo prazo voltado a cortes de custos e economia, tendo em vista proteger o caixa.

Segmente os clientes

A crise certamente não atingirá todos os tipos de empresas da mesma maneira. Por isso, uma prática interessante no estudo de cenários é dividir os clientes por segmentos e tentar prever qual o nível do impacto que cada um deles pode sofrer – alto, médio ou baixo.

Dividir os clientes entre negócios digitais e tradicionais também é uma boa prática. Em uma situação em que boa parte dos comércios e indústrias de produtos não essenciais estão fechados ou têm restrições de funcionamento, é natural que uma empresa com maior nível de digitalização sofra impactos menores do que um negócio tradicional.

Simule as variáveis

Em qualquer negócio SaaS, acompanhar as principais métricas de gestão deve ser uma atividade diária. Em uma situação extrema, como a causada pelo COVID-19, isso é ainda mais urgente. Deve-se tentar entender qual será o impacto que a crise causará nestes indicadores para o planejar cenários futuros.

Entre os indicadores, o gestor deve tentar prever, principalmente, qual será o impacto: 

  • Nas novas vendas – e consequentemente na receita recorrente mensal, o MRR);
  • Na inadimplência – o que pode trazer, imediatamente, problemas de caixa;
  • E na taxa de cancelamento do serviço (Churn Rate).

Do normal ao caos

Mesmo com a atual situação, algumas startups e fornecedores de SaaS estão conseguindo fechar negócios e crescer em meio à pandemia. No entanto, o recomendado é que um planejamento para enfrentar a crise contemple um cenário realista, um pessimista e até mesmo um considerado catastrófico.  

O objetivo do estudo deve ser preparar os gestores para não serem surpreendidos por situações extremas. Eles precisarão saber como agir caso elas aconteçam tendo em vista a sobrevivência do negócio.

Sobre a Superlógica

A Superlógica desenvolve o software de gestão líder do mercado brasileiro para empresas de serviço recorrente. Somos referência em economia da recorrência e atuamos nos mercados de SaaS e Assinaturas, Condomínios, Imobiliárias, Escolas e Cursos.

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