FEBRABAN lança cronograma para validação de boletos registrados em 2018

A Federação Brasileira dos Bancos, FEBRABAN, divulgou o novo cronograma de validação de boletos registrados pela Nova Plataforma de Cobrança. A data de início era outubro de 2017, para valores abaixo de R$ 2 mil, mas foi adiada para 2018 (veja tabela abaixo).  

Segundo a FEBRABAN, o principal motivo do fim do boleto sem registro é “trazer maior conveniência e segurança nas operações”. Com a Nova Plataforma de Cobrança, “a duplicidade seria evitada e a inconsistência de dados reduzida”.

Em julho de 2017, começou a validação de boletos com valores maiores ou iguais R$ 50 mil; e em setembro de 2017, maiores ou iguais a R$ 2 mil. Isso correspondia a 3,7% de todos boletos emitidos no Brasil.

Cronograma de validação de boletos registrados para 2018

As validações começam em março de 2018. O intuito é que elas sejam concluídas até o fim de setembro do mesmo ano. O cronograma completo é este:

  • A partir de 24 de março/2018 – Entre R$ 800 e R$ 2 mil;
  • A partir de 26 de maio/2018 – Entre R$ 400 e R$ 800;
  • A partir de 21 de julho/2018 – Entre R$ 0,01 e R$ 400;
  • Em 22 de setembro/2018 – finalização do processo incluindo boletos de cartão de crédito, doações, entre outros.

Nova call to action

Qual o motivo do fim do boleto sem registro?

Walter Tadeu de Faria, diretor-adjunto de negócios e operações da Febraban, alega que o principal motivo para o fim do boleto sem registro é atualizar um sistema que não tinha mudança há mais de duas décadas. “A cobrança bancária de hoje em dia existe desde a década de 1990, quando foi implementado o código de barras. De lá pra cá, não houve nenhuma atualização tecnológica”, declarou em entrevista para o blog da Superlógica.

Neste artigo do nosso blog, explicamos todos os motivos que levaram ao fim do boleto sem registro. Além disso, o objetivo é trazer mais segurança para consumidores e empresas. Um dos grandes problemas está relacionado a fraudes. A FEBRABAN estima que, em 2014, foram perdidos R$ 159 milhões por isso; em 2015, R$ 374 milhões e em 2016 o valor chegou a R$ 383 milhões.

O que muda com o boleto registrado?

Os consumidores têm a possibilidade de pagar o boleto vencido em qualquer banco sem a necessidade de imprimir segundas vias. As mudanças como a adição de juros serão feitas automaticamente pela plataforma.

Entretanto, os impactos para as empresas são maiores. É necessário agora fazer convênios com um número maior de instituições bancárias para oferecer mais opções aos clientes. Há a possibilidade de cobrança de taxas de registro, liquidação, permanência, protesto, baixa manual e pedido de alteração de dados. Essas taxas adicionais podem ser evitadas adotando sistemas de gestão, como os da Superlógica, que cobra do cliente apenas na liquidação do boleto.

O boleto registrado também exige o envio de remessa (arquivo que contém todas as informações dos boletos a serem registrados) aos bancos. Contas digitais, como o PJBank, automatizam essa operação e não há necessidade de realizar processos manuais.


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