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Como definir estratégias para construir design centrado no usuário?

Como surgem as empresas que mudam o mundo? Não apenas as milionárias, que crescem 200% ao ano, mas aquelas que trazem um impacto de verdade, que realizam uma transformação em como as pessoas vivem. “Você precisa analisar o comportamento das pessoas! É assim que nasce a disrupção”, garantiu Anderson Gomes, Head de Design da Youse, em palestra no Superlógica Xperience 2018.

“Números ajudam, mas não são eles que vão te dar as respostas. Existe muita coisa que traz real valor ao usuário que não é mensurável e existe muita coisa mensurável que não traz um retorno real para o usuário. Além disso, não adianta conversar com ele, já que muitas vezes nem ele mesmo sabe o que quer. Nos anos 2000, você queria hotéis mais baratos ou alugar quartos na casa dos outros como faz o AirBNB?”.

Durante sua palestra “Como definir estratégias para construir design centrado no usuário”, Anderson explicou como utilizar o design além do estilo e estética para conseguir criar um produto que realmente faça a diferença. Neste artigo, listamos os principais pontos do conteúdo apresentado.

Guia das palestras publicadas do Superlógica Xperience

Saia da comodidade do escritório

“Muitas startups começam querendo resolver um problema do CEO”, afirmou. “E, na mesma toada, existem diversos gestores e diretores que nunca conversaram com um cliente e nem viram um na sua frente. Como vão conseguir tomar decisões de negócios dessa forma?”.

Dessa maneira, a sua empresa precisa criar um produto ou serviço para resolver um problema de milhões de pessoas e não só de uma, já que convencer as pessoas a usar algo que não precisam é mais caro do que vender algo que elas já precisam. “Já pensou produzir durante 15 anos da sua vida e descobrir que ninguém tem interesse naquilo? Frustrante, né?”.

Por isso, ele ressalta que os diretores tem que sair dos boards ou pelo menos levar os usuários até eles. “É assim que eu vejo o design! Levando a realidade dos clientes para a mesa de decisão dos negócios. Ele traz uma visão tridimensional do problema, pesando o que as outras áreas falam e a vontade do usuário”.



O que você precisa entender do usuário para criar seu serviço?

Anderson listou uma série de perguntas que você precisa se fazer na hora de criar uma solução para o cliente. São elas:

  • Qual a origem do problema que quer resolver?
  • O que esse problema causa?
  • Quem é impactado por ele?
  • Qual o impacto dele?
  • Como a pessoa se sente com o problema?
  • Como resolvem o problema hoje?
  • Quanto te pagarão para resolver esse problema?

“Dessa maneira, você consegue criar uma solução que mude a vida das pessoa e faça a empresa crescer ao mesmo tempo. E entenda, design não é fazer aquilo que você acha que é certo e sim fazer para o outro”.

Esteja disposto a mudar

Além de projetar o agora, o designer precisa entender que todas as mudanças acontecem rapidamente e que elas serão mais velozes ainda no futuro. “Daqui a 5 anos, vamos ser vistos como dinossauros pela geração que está surgindo”.

Dessa maneira, é necessário realizar de maneira constante esse exercício de transformação das coisas através do design. É essencial sempre entender a forma com que as pessoas fazem as coisas para não ser ultrapassado. “Por que design, inovação e disrupção nunca serão apenas sobre tecnologia. Serão sempre, principalmente, por comportamento e resolução de problemas do outro”.

Quer entrar a fundo nesse conteúdo? Confira a palestra na íntegra abaixo.



Sobre a Superlógica

A Superlógica desenvolve o software de gestão (ERP) líder do mercado brasileiro para empresas de serviço recorrente. Somos referência em economia da recorrência e atuamos nos mercados de SaaS e Assinaturas, Condomínios, Imobiliárias e Educação.

A Superlógica também realiza o Superlógica Xperience, maior evento sobre a economia da recorrência da América Latina, e o Superlógica Next, evento que apresenta tendências e inovações do mercado condominial.

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