Tendências para o mercado imobiliário: condomínios horizontais, valorização do interior e muito mais. Confira

Por: Fernando Souza3 Minutos de leituraEm 18/07/2022Atualizado em 05/08/2022

A preocupação com a qualidade de vida aumentou durante o período da pandemia e isso impactou a busca por imóveis. A necessidade de ficar em casa foi algo que fez a população procurar residências com mais espaço, varanda e outros pontos que trouxessem a sensação de aconchego. E tal tendência se manteve também com a chegada do modelo híbrido de trabalho. 

Viana Neto comentou sobre o mercado imobiliário.

Conversamos com José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), para entender mais sobre o assunto. “A preocupação em ter um imóvel um pouco maior e em um lugar mais tranquilo aumentou bastante. Isso explica a alta expressiva de negócios imobiliários em 2020”, disse, referindo-se ao aquecimento do mercado do início da pandemia e à mudança de interesses dos compradores que perdura até hoje.

Viana Neto falou ainda na entrevista sobre a força do interior paulista no mercado imobiliário. Confira abaixo as principais tendências do segmento no estado de São Paulo.

  • Do apartamento pequeno para a casa espaçosa

José Augusto Viana Neto: Você vende um imóvel em São Paulo por volta de R$ 10 mil, R$ 12 mil o metro quadrado, e compra um superior numa cidade pequena na faixa de R$ 7 mil. Dá para ter um imóvel muito maior.

  • A multiplicação dos condomínios e vilas

Viana Neto: Os condomínios horizontais e loteamentos fechados tiveram uma aceleração de negócios muito grande e impulsionaram as incorporadoras a retomarem a construção das vilas. Hoje, há conjuntos fechados de casas e sobradinhos, como se fossem condomínios, sendo construídos em todo o estado de São Paulo. Acredito que a tendência do mercado seja potencializar a construção das vilas, porque é um empreendimento mais acessível.

  • Casas em alta

Viana Neto: A debandada dos apartamentos foi grande e as casas valorizaram muito pelo conforto e pela qualidade de vida. É evidente que, na capital, os apartamentos continuam com preferência, mas em cidades do interior como Franca, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Assis e Ourinhos, a procura por casas está com predominância sobre os apartamentos.

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  • Trabalho presencial e a volta para a capital

Viana Neto: Muitas empresas vão querer retornar para o presencial e tem gente que vai precisar voltar do interior. Então, por necessidade, o movimento reverso poderá ser uma realidade. Por outro lado, nos casos em que não houver necessidade de voltar ao trabalho presencial, as adaptações no interior também irão acontecer. O que vai substituir a ocupação na capital é o crescimento da população.

  • O eldorado paulista

Viana Neto: Considero o “filé mignon” do estado essa região entre São Paulo e Campinas, sendo que, em Campinas, você tem um cinturão de desenvolvimento incrível. [Desse local] destaco Indaiatuba, pois virou um polo de investimento da classe média alta fora do comum. Outra região muito boa é Itu. São Roque era uma cidadezinha que não crescia e, agora, com o aeroporto na Castello-Branco e aqueles outlets está em alta. Sorocaba nem se fala. É uma verdadeira capital com indústrias de ponta não poluentes e de alta tecnologia, é algo impressionante.

  • Espigões paulistanos

Viana Neto: Infelizmente, por causa da inflação, os incorporadores tiveram de tirar o pé do acelerador, mas ainda assim estamos assistindo a um boom tremendo de novos edifícios para moradia em São Paulo. Se não fôsse a taxa de inflação, teríamos muito mais lançamentos. Há inúmeros incorporadores que não estão lançando porque não sabem o valor da obra, ou seja, não podem vender porque não sabem quanto vai custar. E ainda assim você vê lançamentos que não acabam mais.

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