Reduza a inadimplência escolar com cinco iniciativas

Não é novidade que estamos vivenciando um cenário econômico turbulento, que impacta a saúde financeira de escolas privadas por todo o país. O índice de desemprego tem aumentado ano após ano, e, como consequência, o de inadimplência também.

Sem emprego não há renda, sem renda não há matrículas e mensalidades. Sem essas duas, não há capital para investir em melhorias e manter a infraestrutura.

É fácil perceber, portanto, que o momento é delicado tanto para os pais quanto para as instituições de ensino.

Como, então, cobrar mensalidades atrasadas de forma eficaz, sem constranger o aluno ou comprometer a relação com sua família? Como combater a inadimplência no ambiente escolar?

Descubra a resposta neste artigo, que além de trazer alternativas para ajudá-lo a sanar o problema, também apresenta mecanismos de prevenção e controle.

1. Entenda o que diz a legislação

O vínculo contratual firmado entre escolas e estudantes (ou, no caso, seus responsáveis) é regido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e pela Lei 9.870, de 1999. Em caso de inadimplência, ambos os dispositivos são claros e proíbem quaisquer sanções pedagógicas contra os alunos.

Mas em relação aos devedores, o que é permitido fazer?

A partir do descumprimento do contrato (que prevê a quitação de todas as mensalidades em dia), a escola poderá efetuar o desligamento do aluno ao final do ano letivo, e tomar medidas judiciais contra os pais para recuperar o valor devido.   

2. Aprenda a diferenciar os tipos de inadimplência

Como você pôde perceber, a legislação orienta sobre as medidas a serem tomadas em casos extremos de inadimplência. No entanto, para elaborar um plano de ação eficaz e desenraizar essa prática em sua instituição, você precisa saber diferenciar os tipos de inadimplentes.

Existem devedores recorrentes, da mesma forma que existem bons clientes que simplesmente estão enfrentando dificuldades, e que acabam atrasando os pagamentos por conta disso. Há ainda os que se esquecem de quitar suas obrigações em dia.

Sabemos que atrasos de qualquer espécie são difíceis de lidar, até porque todos têm prazos a cumprir e a escola não é exceção, especialmente em relação à folha de pagamento dos colaboradores. Porém, é preciso ter jogo de cintura e agir com de forma direcionada e personalizada.

Confundir um inadimplente recorrente com um pai ou uma mãe que está passando por um momento ruim pode significar a perda irreversível de um cliente, de um parceiro e do potencial de compra que ele representa. 

3. Aposte nos benefícios da negociação

Qual seria, então, a melhor abordagem para lidar com essa situação de forma a preservar o respeito mútuo e a cordialidade?

Para começar, o departamento financeiro precisa receber treinamento adequado. A abordagem dos devedores deve ser feita de forma respeitosa, já que a agressividade tende a criar barreiras além das que já existem.

Você não quer criar uma barreira a mais. Você quer estabelecer um diálogo e abrir espaço para negociação!

É preciso que a escola esteja disposta a construir uma saída em conjunto com os pais, pois o objetivo é que a situação evolua, saindo do ponto de estagnação. Alguns exemplos de ações que podem levar a um acordo:

  • ouvir e ponderar as explicações oferecidas;
  • abrir mão dos juros;
  • parcelar o saldo devedor;
  • oferecer desconto caso o pagamento seja efetuado à vista.  

Para chegar a um acordo justo e satisfatório, ambas as partes precisam focar a solução e não o problema.

4. Automatize a gestão financeira

Ok, até aqui falamos das alternativas que sua escola tem para reverter a inadimplência. Mas que tal conhecer uma forma de evitar esse obstáculo, tratando suas causas?

Estamos falando de automatizar as operações financeiras por meio de um sistema de gestão escolar, como o Superlógica Educacional. Com ele, a instituição ganha tempo e produtividade em uma série ações, como no controle de despesas, geração de relatórios e diagnósticos e gerenciamento de matrículas.

Além disso, um mecanismo conhecido como Régua de Cobrança é acionado. Você já deve ter ouvido falar, certo? Ele organiza e otimiza suas cobranças, automatiza a emissão de boletos on-line, mapeia os pagamentos a serem recebidos e dispara e-mails e lembretes adequados a cada situação, incluindo até mensagens personalizadas. 

5. Além dos filhos, eduque também os pais

Todas as medidas apresentadas ao longo deste artigo são válidas e, quando colocadas em prática, ajudam a reduzir consideravelmente a inadimplência no ambiente escolar. Contudo, para neutralizar de vez o problema, além de remediar seus efeitos, é preciso tratar suas causas.

A chave para fazer isso? Educação!

Boa parte do comportamento humano pode ser explicado pelo ambiente e pelos referenciais de conduta. Basicamente, se alguém cresce numa sociedade em que “atrasar” é algo normalizado, terá uma predisposição para repetir esse padrão quando adulto.

Para quebrar esse ciclo, só com educação e conscientização. No caso da inadimplência, que não deixa de ser um tipo de “atraso”, o antídoto é manter um canal de comunicação ativo com as famílias dos alunos.

O objetivo é educar essas pessoas a respeito de como a infraestrutura escolar, tão necessária ao processo de aprendizagem dos pequenos, depende da regularidade dos pagamentos. Além disso, é preciso deixar claro quais são os prejuízos causados pelos atrasos e como eles travam a engrenagem escolar, comprometendo seu funcionamento.

Uma sugestão é manter um blog associado à plataforma da escola, no qual matérias e artigos possam ser publicados esmiuçando essas questões. Visitas periódicas e guiadas ao ambiente também podem contribuir para despertar a consciência dos pais.

Para acabar com a inadimplência, é preciso se comunicar!

Como você deve ter percebido, reduzir a inadimplência escolar é uma tarefa que exige esforços simultâneos e constantes. Duas importantes iniciativas nesse sentido, destacadas ao longo do texto, são a comunicação com os pais dos alunos e a automatização da gestão financeira.

Para desenraizar a inadimplência, a escola deve empregar estratégias que neutralizem seus efeitos, mas que também tratem suas causas, caso contrário, ela continuará ocorrendo.

Este artigo ajudou você a pensar em estratégias de combate à inadimplência? Então o compartilhe nas redes sociais. Assim, você permitirá que outras pessoas também aprendam a superar esse obstáculo!

Compartilhar

Comentários

comentarios