pagamento por aproximação transporte público

NFC: novo pagamento por aproximação chega ao transporte público de São Paulo

Após três meses de teste piloto, a cidade de São Paulo começou 2020 com uma boa notícia aos mais de três milhões de usuários de transporte público. O pagamento por aproximação chegou nos ônibus e metrôs da cidade. 

O NFC (Near Field Comunication) consiste em trocar informações entre dispositivos sem a necessidade de cabos e de forma segura. Para fazer o pagamento, basta aproximar o aparelho celular, ou outro dispositivo habilitado, da catraca no ônibus. É preciso, porém, que o aparelho móvel esteja apto a fazer uso dessa tecnologia. 

A solução já foi implantada na capital paulista em setembro de 2019, mas em uma versão de teste, em 12 linhas da cidade – que correspondem a aproximadamente 200 veículos. Os resultados foram positivos: mais fluidez na hora do embarque e praticidade para o cotidiano do usuário de transporte público. Com os resultados positivos, a tecnologia pode enfim ser implantada em todas as linhas urbanas da cidade já no início deste ano.

O que é esse pagamento por aproximação?

Essa tecnologia, que já tomou conta das cidades da China, é conhecida como transação “contactless”, ou seja, transações bancárias sem a necessidade de contato entre dispositivos. Nesse molde, o usuário também não precisa fazer uso de senhas eletrônicas ou manuais.


Como essa tecnologia funciona nos transportes públicos?

É simples e muito mais rápido do que abastecer os cartões conhecidos como “Bilhete Único”. Basta o usuário ter um cartão de crédito, débito, pré-pago, celular ou qualquer outro dispositivo com a tecnologia, como relógios (Apple Watch, por exemplo), pulseiras e até mesmo roupas – os “wearbles” – vestimentas com tecnologia NFC integrada. 

Com algum desses equipamentos é possível fazer a compra da passagem online e instantânea na própria catraca. A cobrança da tarifa é debitada diretamente na fatura, sem qualquer custo adicional ou cobrança de taxas.

Conheça algumas vantagens que já foram observadas nesse novo modelo de compra de passagens de ônibus em São Paulo:

  • Agilidade: pagamento mais rápido das passagens;
  • Tempo de espera: menores filas para recarregar os cartões de ônibus;
  • Facilidade: menor aglomeração e menos tempo de espera na catraca;
  • Segurança: não é mais preciso andar com dinheiro no bolso;
  • Liberdade: possibilidade de o usuário escolher a sua melhor forma de pagamento.

Cidades como Rio de Janeiro e Campinas já adotaram medidas parecidas há algum tempo

Com a mudança, São Paulo se junta a outras cidades modernizadas, como Nova York, Cingapura, Londres, e algumas nacionais – Rio de Janeiro, Curitiba, Jundiaí e Campinas.

Na capital carioca, o modelo de pagamento via NFC é aceito em todas as suas 41 estações de metrô desde a última semana de abril de 2019. Curitiba é outra capital que também adotou esse novo modelo no início deste ano de 2020. Já em Jundiaí, cidade que fica a 55 quilômetros de São Paulo, a tecnologia está presente no transporte público desde 2017.

Em Campinas, interior de São Paulo, ainda não chegou o modelo de pagamento via NFC, mas, desde 2019 os ônibus da cidade não aceitam mais dinheiro. O pagamento é feito apenas via Bilhete Único ou QR Code. Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), a retirada da circulação de dinheiro no transporte público municipal reduziu à taxa zero o número de assaltos em ônibus na cidade.  

Onde entram os bancos nessa história?

Para que toda essa mudança estrutural no modelo de pagamento dos transportes públicos urbanos aconteça, é preciso de apoio das instituições bancárias. 

Elas são as responsáveis por todo esse relacionamento de produtos das diferentes bandeiras com os seus clientes. Com a cultura cashless – que não usa dinheiro em formato físico – se espalhando pelo Brasil, os bancos precisarão conversar ainda mais com seus clientes.

Dados globais da bandeira Mastercard indicam que uma em cada cinco transações feitas de forma presencial já é realizada com a tecnologia sem contato. E mais: a pesquisa indica ainda que até 2022 esse mercado deve ter um crescimento anual de 24%.

A previsão, também da Mastercard, é que em 2020 as transações com cartões de crédito, débito e pré-pago movimentem entre R$ 2,2 trilhões e R$ 2,3 trilhões no país. Esses números representam um crescimento de 19% em relação ao ano de 2019. 

Segundo o presidente da Mastercard Brasil, João Paro Neto, o pagamento por aproximação com tecnologia NFC é um dos grandes motivos para esse potencial crescimento ao longo deste ano.

Um modelo econômico que começou na China e ganhou o mundo

A China passa atualmente por um processo de extinção do dinheiro, seguida pela Índia, país que também adota medidas para aumentar o uso do pagamento por aproximação. Os dois países mais populosos do mundo são os primeiros a dar grandes passos a um avanço no futuro da economia mundial.

Na índia, a situação já é política oficial. Em 2016, o governo lançou o programa “Cashless Índia”, uma iniciativa para transformar o país em uma economia digital, sem uso de papel ou dinheiro físico. Ao mesmo tempo, retirou de circulação as duas cédulas de maior valor – cerca de 86% do dinheiro em circulação no país.  

Já na China, as formas mais usuais de pagamento hoje em dia são por dois aplicativos de celulares – o WeChat e o Alipay. Os aplicativos se popularizaram tanto a ponto de o dinheiro praticamente já não ser mais usado em alguns centros urbanos. A mudança gera, inclusive, dificuldades para visitantes estrangeiros não adaptados fazerem compras no país. 

A modernização do pagamento é tanta que já é possível ver nas grandes cidades chinesas mendigos e músicos de rua munidos de leitores QR Code para receber ajuda financeira.

O Brasil ainda está longe de se tornar algo como a China, mas, com medidas como o uso do NFC em transporte urbano, já deu importantes passos para alcançar os gigantes econômicos em medidas de tecnologia e avanços digitais.

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