7 tecnologias disruptivas para escolas ficarem de olho

A gestão de uma instituição de ensino vai além dos aspectos pedagógicos e financeiros, também é necessário manter-se atualizado sobre as tendências. Para tal, precisa-se criar um hábito de observar as principais tecnologias disruptivas para escolas.

Investir em tecnologia é uma necessidade de todos os setores brasileiros, entretanto, a realidade é outra. Segundo a última Pesquisa de Inovação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 35,9% das empresas introduziram algum tipo de inovação nos três anos anteriores.

Além de baixa, a porcentagem viu uma queda entre a edição anterior, sendo que em 2011 a porcentagem era de 39%. Parte disso está motivado na recessão econômica, porém, há uma grande parte que é resistente à adoção de novos métodos e ferramentas.

Aliás, outro grande problema é no que se observa como “adotar inovação” em seu negócio. Cerca 50% dos gastos empresariais com inovação, no período da pesquisa, foram direcionados à aquisição de máquinas e equipamentos

Esses números trazem à tona uma duas realidades preocupantes nas empresas: a daqueles que não estão prestando atenção nas tendências e a daqueles que vê unidirecionalmente este cenário e investe apenas em aparelhagem.


O status das tecnologias disruptivas para escolas

De acordo com o relatório Sobrevivência das Empresas no Brasil do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 89% dos empreendedores que se mantiveram ativos depois de 2 anos de sua criação diziam estar atentos às novas tecnologias de seus setores. Enquanto isso, 78% daqueles que faliram não estavam atualizados.

Essa diferença revela que o investimento em inovação, além de alimentar a captação de alunos e posicionamento de marca, também influencia na manutenção do negócio.

Para as instituições de ensino, o caminho ainda é longo. Segundo os dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), as principais formas de aprendizado sobre tecnologia não envolviam a escola ou os professores.

De acordo com as respostas de mais de 11 mil alunos, 78% afirmaram aprender sozinhos, 78% por vídeos e tutoriais na internet, 76% com amigos, 76% com parentes e apenas 44% com professores ou educadores da escola.

Porém, o cenário é propício para mudar essa realidade. Cada vez mais surgem alternativas tecnológicas para mudar o direcionamento pedagógico, a aplicação de aulas e lições e até a gestão financeira da instituição.

Lembre-se, investir em inovação não é uma opção, e sim uma imposição da Base Nacional Comum Curricular. É uma das competências gerais da educação básica “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.

Confira abaixo sete tecnologias disruptivas que toda escola deve prestar atenção para o futuro!

1. Software de gestão em nuvem

O primeiro item se relaciona a uma parte algumas vezes negligenciada por gestores. A organização financeira e administrativa de uma empresa precisa estar sob total controle para que o desenvolvimento pedagógico possa ser o foco.

Para isso recomenda-se um software de gestão completo que automatize os processos burocráticos, como envio dos arquivos de remessa e retorno aos bancos. Outra atividade que precisa ser automatizada é a cobrança, que poderia ser feita através de uma régua de cobrança e envio de notificações automáticas aos pais e alunos.

Além das funcionalidades, precisa-se considerar a desmaterialização dos espaços de armazenamento. Anteriormente, os programas eram vendidos em grandes caixas com disquetes ou CDs, porém atualmente vemos até ferramentas conhecidas como as da Adobe migrando para a nuvem.

Sistemas em nuvem (ou cloud) ficam armazenados em servidores conectados à internet. Ou seja, não é mais necessário instalar o programa na máquina física. Com acesso 100% online, elimina-se o risco de perder arquivos importantes numa pane do equipamento, por exemplo.

2. Assinatura eletrônica de documentos

Novamente, no sentido de agilizar processos e dissolver a necessidade do espaço físico, as escolas precisam usar isso para atender as necessidades dos pais.

Entre rotinas cansativos e dificuldade de locomoção nos grandes centro urbanos, exigir que os seus clientes se desloquem múltiplas vezes até sua instituição é um verdadeiro problema. Segundo uma pesquisa do portal Escolas Exponenciais, um dos cinco principais motivos para os pais considerarem mudar seus filhos de escola é a localização distante de casa ou do trabalho.

Por isso, facilitar procedimentos simples como assinatura de documentos é um diferencial competitivo. Toda a papelada escolar como matrículas, rematrículas, termos de responsabilidade entre outros, podem ser preenchidos remotamente através da assinatura eletrônica.

3. Ferramentas de comunicação escolar

Outro elemento muito prezado pelos pais e alunos é uma relação transparente e participativa com a instituição.

Não muito tempo atrás, o principal meio de comunicar as atividades dos alunos eram anotações em agendas. Entretanto, os próprios hábitos de troca de mensagens e conteúdos no ambiente doméstico mudou. Aplicativos e redes sociais se disseminaram na sociedade e são parte indissociável da rotina das famílias.

Emular esses comportamentos rotineiros na sua instituição de ensino é uma ótima maneira de adaptar seus serviços ao futuro. 

Uma alternativa é buscar um aplicativo de comunicação escolar. É fundamental que este tipo de ferramenta combine características como um chat para troca de mensagens e compartilhamento de materiais, canais de conexão entre os pais e a escola e gestão de agenda e calendário inteligente.

4. Gamificação do ensino

Gamificar algo é trazer as características de jogos como mecânicas, linhas narrativas e pensamentos para um contexto não necessariamente relacionado a eles. 

Esse conceito tem sido usado por muitos negócios inovadores para alimentar o interesse e retenção de pessoas em seus produtos. Um exemplo famoso é o da Waze que, além do uso da geolocalização, aplica a noção dos jogos através de seus avatares e conquistas.

Para escolas e cursos livres, as possibilidades são ainda maiores. Os alunos cresceram influenciados pelos consoles, narrativas de videogame e jogos de computadores. Essas lógicas podem ser inseridas com sucesso no plano pedagógico, através de plataformas especializadas nesse tipo de conteúdo.

Além do engajamento na sala de aula, o protagonismo dos alunos é promovido. Uma das competências futuras esperadas nas escolas é a adequação para um modelo que ensine os jovens a aprender – e não apenas empurre o conteúdo em suas memórias.

5. Preparação para competências futuras

Por falar em competências, não é apenas a maneira de ensinar que será mudada pelas tecnologias disruptivas para escolas. Aquilo que deve ser ensinado também será diferente, devido às novas profissões e exigências básicas do mercado de trabalho.

Como foi citado mais acima, a própria Base Nacional Comum curricular prevê a aproximação dos alunos com a tecnologia. Deve-se investir em ferramentas e profissionais que transmitam esses conhecimento de maneira didática. 

Por exemplo, cada vez mais se pede conhecimentos básicos de programação, ou no mínimo operacionais sobre determinadas ferramentas (como Word ou Google Drive). Assim, um diferencial de mercado pode ser a inclusão de aulas de programação curriculares ou extra-curriculares.

6. Investimento em dispositivos e tendências

Faz parte da rotina de um gestor manter-se atento às inovações e tendências dos mercados. Não apenas o seu, como também aplicações de outros setores que podem ser indexados ao educacional.

Deve-se sempre observar o quanto determinada ferramenta ou aparelho pode ajudar em aspectos fundamentais da rotina operacional – seja financeira, acadêmica, estrutural ou qualquer outro departamento. Alguns deles podem, inclusive, ter múltiplos propósitos dentro da instituição.

A realidade virtual e a realidade aumentada podem dar uma perspectiva bem mais próxima e palpável para o que os alunos estão aprendendo. 

O uso de inteligência artificial e plataformas de machine learning, podem auxiliar o professor na montagem do melhor planejamento de aulas e conteúdos para determinadas turmas.

Enfim, as impressoras 3D, assim como a realidade virtual, são recursos didáticos que ajudam os alunos a trabalhar dimensões, profundidade, análise, trabalho em equipe, resolução de problemas e muito mais. Mesmo os governos percebem a necessidade deste investimento, em abril de 2019, a prefeitura de São Paulo anunciou a entrega de 583 impressoras 3D para escolas municipais.

7. Tecnologias à favor da acessibilidade

A atuação de uma instituição de ensino também possui aspectos da formação emocional humana e aplicação do direito básico dos jovens à educação. Faz parte dessa realidade a proposta de uma grade inclusiva para alunos deficientes e integrada ao restante da classe.

De acordo com os dados do último Censo Demográfico, o percentual de pessoas sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto, com 15 anos ou mais e que apresentaram pelo menos um tipo de deficiência, era de 61.1%.

No entanto, este cenário está mudando. Segundo o mesmo levantamento a taxa de escolarização de jovens de 6 a 14 anos, com pelo menos um tipo de deficiência é de 95.1%. Para auxiliar nesse processo existem tecnologias simples, como aplicativos de tradução para da linguagem oral para libras.

Tecnologias disruptivas para escolas e cursos livres surgem todos os dias, com uma velocidade incrível de atualizações. Portanto, o mais importante para adequar uma instituição de ensino à transformação digital é estabelecer um hábito de pesquisa e estudo. Fique atento aos ativos inovadores que podem alçar o seu negócio ao crescimento exponencial.

Sobre a Superlógica

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