coronavirus nas escolas

Coronavírus nas escolas: tudo que instituições de ensino precisam saber

Em 2020, um assunto tomou conta das notícias, sendo abordado de diversas maneiras. O COVID-19, doença causada pelo novo tipo de coronavírus, deixou o mundo todo em estado de alerta, incluindo o setor educacional. De olho na atual preocupação, entender como lidar com o coronavírus nas escolas é fundamental.

Apesar das taxas de letalidade baixas, a capacidade de proliferação foi notável. Já existem casos confirmados da doença em mais de 100 países, sendo que mais de 50% foram registrados nos 10 primeiros dias de março. 

Instituições de ensino são um ambiente propício para a transmissão de doenças, devido ao agrupamento de pessoas e compartilhamento constante de objetos. E as crianças precisam de ainda mais cuidado, pois ainda estão em processo de aprendizado sobre higiene pessoal. 

Diversos países, como a Espanha, anunciaram a suspensão das aulas em regiões muito afetadas. Ainda há o caso da Itália, que decretou quarentena nacional e ficou com as ruas vazias.

Para enfrentar esse cenário, preparamos esse guia para instituições de ensino privadas. Nele você verá:

    1. O que é o Covid-19?
      1. Como ocorre a transmissão do novo coronavírus?
    2. Pandemia mundial
      1. O cenário no mundo
      2. O cenário no Brasil
    3. Os sintomas
      1. Como são confirmados os casos suspeitos?
      2. Covid-19 pode matar?
      3. Qual é o risco para crianças?
    4. Meios de prevenção contra o coronavírus nas escolas
    5. Onde se informar sobre o Covid-19?

O que é o Covid-19?

Antes de tudo é importante fazer uma desambiguação, a enfermidade que está preocupando o mundo chama-se Covid-19, abreviação para “coronavirus disease 2019” (doença causada por coronavírus, em tradução livre). 

Coronavírus é uma grande família viral que causa doenças respiratórias em pessoas e animais. O nome desse tipo de parasita celular vem de sua aparência com superfície cheia de protuberâncias que “lembram uma coroa”.

Ele é conhecido desde 1960 e nessa mesma família está o coronavírus causador da pneumonia atípica grave, ou SARS. As evidências indicam que suas evoluções sempre partiram de animais – a primeira foi uma divergência vinda das Alpacas. A versão que assola o mundo atualmente ainda é objeto de estudo, morcegos e pangolins foram algumas das apostas como hospedeiros intermediários.

Como ocorre a transmissão do coronavírus?

Entretanto, o vírus que causa a pandemia NÃO é passado por animais. A transmissão ocorre através do contato com secreções de indivíduos infectados, seja direto ou pelo ar. Por exemplo:

  • Tosse;
  • Espirros;
  • Catarro;
  • Gotículas de saliva;
  • Contato físico com pessoas infectadas;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com olhos, nariz ou boca.

O ambiente escolar num geral, entre contatos físicos e salas fechadas, oferece uma série de riscos. Além disso, é importante conscientizar pais, alunos e funcionários sobre como se prevenir em espaços públicos. 

Em escolas com ensino fundamental e médio, por exemplo, é comum que alunos façam viagens diárias de transporte público. Esses são espaços propícios para a contração de uma série de doenças com padrões de transmissão semelhantes ao Covid-19.

Pandemia mundial  

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou  pandemia. Porém, segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesu, é preciso disseminar essa informação com calma. Afinal, o termo pode despertar medo irracional nas pessoas.

Apesar do potencial de propagação, a doença tem uma taxa de letalidade relativamente baixa, entre 2 e 3%. Além disso, já houve muito progresso nas pesquisas sobre o novo coronavírus. No Brasil, pesquisadoras levaram 48h para sequenciar o genoma, o que ajuda a identificar como o vírus tem evoluído e quais tratamentos podem ser mais eficazes para cada variação

O cenário no mundo

Até a publicação deste artigo, a estimativa era de mais 170 mil casos confirmados, com cerca de 79% deles identificados na China, Itália, Irã, Espanha e Coreia do Sul. No momento, a Europa é considerada o novo epicentro da doença e não mais a Ásia.

Com o avanço da doença pelo mundo, o impacto foi sentido em todos os setores da sociedade. No econômico, até as maiores bolsas de valores do mundo – Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 – registraram quedas bruscas.

Para instituições de ensino, o cenário não é muito animador ao redor do mundo. Mais de 300 milhões de alunos já foram afetados pelo fechamento de escolas ao redor do mundo. China, Itália e Coreia, tiveram essa determinação a nível nacional, representando mais de 95% dos escolares sem aula.

O cenário no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, existem 77 casos confirmados entre mais de 1.400 suspeitos, no Brasil. Até agora não foi confirmado nenhum óbito em decorrência da doença – no mundo, já são cerca de 4,7 mil.

→ Acompanhe a atualização diária dos casos no Brasil

Para as instituições de ensino, a suspensão de aulas e quarentena ainda não é definitiva na maioria dos lugares, dependendo da disseminação da doença. No Distrito Federal, um decreto suspendeu as aulas e eventos por 5 dias, enquanto universidades como Unicamp e ESPM também cancelaram suas atividades por períodos determinados.

O governo do Estado de São Paulo anunciou a suspensão parcial das aulas da rede estadual a partir do dia 16 de março e a suspensão completa a partir do dia 23 de março.

Secretarias de todas as jurisdições (municipais, estaduais e federal) estão trabalhando anunciando a suspensão de aulas, tanto na rede pública quanto na particular. No caso de universidades, algumas estão transferindo suas aulas para módulos online, se for o caso da sua, certifique-se de que todos os alunos foram notificados.

Os sintomas

Por atacar o sistema respiratório sua manifestação é bem evidente. Os sinais e sintomas podem ser leves, como um resfriado, até quadros mais graves, como pneumonias e insuficiências respiratórias. O “período de incubação”, que é o espaço de tempo entre a infecção e a manifestação dos sintomas, varia de 2 a 14 dias.

Os sintomas mais comuns são:

  • Tosse;
  • Coriza;
  • Febre;
  • Dificuldade de respirar;
  • Entre outros sinais que são considerados pelo Ministério da Saúde (veja abaixo).

Como são confirmados os casos suspeitos?

O Brasil possui uma taxa muito pequena de casos confirmados em relação aos suspeitos, com pouco mais de 5%. Ou seja, antes de se autodiagnosticar ou diagnosticar outros em desespero, é importante dirigir-se ao serviço de saúde mais próximo.

O Ministério da Saúde tem direções operacionais bem definidas para considerar pacientes como suspeitos ou prováveis. Uma série de critérios são levados em consideração para excluir ou confirmar casos. Veja o infográfico abaixo:

tabela coronavírus

Tabela de definições operacionais para examinar suspeitos de portar o coronavírus – Ministério da Saúde

Covid-19 pode matar?

Segundo o mapa da Universidade John Hopkins, a taxa de letalidade da doença em todo mundo é de 3,6%. Enquanto isso, no Brasil não há óbitos registrados. Na verdade, a segunda vítima fatal em toda a América Latina surgiu apenas agora.

Alguns grupos devem tomar certos cuidados: idosos, diabéticos e pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou imunidade baixa. A taxa de letalidade pode ser bem maior que o normal entre os idosos, chegando a 8% em pacientes entre 70 e 79 anos e 15% nos com mais de 80 anos.

Qual é o risco para crianças?

Por serem a maior parte do público que circula pelas escolas é natural que escolas fiquem preocupados com o status das crianças em relação às doenças. Diferente dos adultos, porém, não só os óbitos são mais raros, como os sintomas são mais leves.

Ou seja, o sistema imunológico de crianças e adolescentes, aparentemente, os torna menos suscetíveis a desenvolver quadros graves. O resultado normalmente são gripes mais fracas ou até a ausência de sintomas.

No entanto, isso não as torna menos suscetíveis a contrair o vírus. Um estudo realizado em Shenzen, na China, revelou que menores de 10 anos eram infectadas na mesma proporção que os adultos, mas não adoeciam da mesma maneira

A manifestação assintomática da doença nos mais jovens é um problema para idosos, por sinal. Afinal são grupos em faixas de risco completamente diferentes, mas que podem interagir regularmente – como o contato entre netos e avós(ôs).

Meios de prevenção contra o coronavírus nas escolas

Fundamentalmente não há grandes diferenças entre os meios de prevenção a serem praticados nas escolas e o que já é amplamente divulgado. Entretanto, quando falamos das mais novas é importante reforçar determinados assuntos relacionados à higiene, promovendo aulas especiais e chamando especialistas para palestrar.

Veja as melhores maneiras de prevenir que alunos, pais, professores, funcionários e demais envolvidos contraiam a Covid-19. Desde o ensino até os métodos práticos de proteção:

  • Lavar as mãos da maneira mais completa possível, idealmente por 20 segundos em cada lavagem;
  • Ensinar crianças sobre a prática constante de higienização das mãos; 
  • Higienize-se sempre que utilizar o transporte público. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já apresentam casos confirmados de transmissão comunitária;
  • Criar campanhas de conscientização para alunos e responsáveis;
  • Sugerir que limitem o contato entre os mais jovens e idosos. Mesmo que por muitas vezes não apresentem sintomas, as crianças podem ser um dos maiores vetores de transmissão para os grupos de risco;
  • Evitar aglomerações, principalmente em locais fechados;
  • Ao espirrar ou tossir, evite cobrir a boca e o nariz com as mãos. Use o antebraço para evitar a infecção de outras pessoas;
  • Mantenha cerca de 2 metros de distância se percebeu que há alguém apresentando os sintomas;
  • Mantenha pais e alunos informados sobre decisões da escola e decisões oficiais;
  • Faça ir a escola apenas quem precisar. Aproveite que tem um sistema de gestão em nuvem para viabilizar o trabalho remoto para seus funcionários;
  • Se já suspendeu aulas, mas ainda tem funcionários indo à escola, certifique-se de que tenham acesso aos mecanismos de prevenção necessários, como álcool em gel e máscaras. 
  • O WhatsApp será um meio de comunicação muito utilizado neste período, por isso utilize uma foto mais séria e corporativa.

Onde se informar sobre o Covid-19

Neste momento ímpar, munir-se de informações é crucial para que a curva de transmissão do vírus não cresça. Da mesma maneira, é preciso combater o compartilhamento de fake news.

Este último é crucial, afinal a informação falsa pode causar pânico infundado ou diminuir a urgência sobre ações necessárias. Um exemplo é o que ocorreu no Irã, um dos países mais afetados pela pandemia, em que uma notícia falsa foi responsável pela morte de 44 pessoas.

Sobre a Superlógica

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