como identificar um boleto falso

Como pais e alunos podem se prevenir contra boletos falsos

O boleto bancário é o segundo meio de pagamento mais utilizado no Brasil, ficando atrás apenas do cartão de crédito. No entanto, essa popularidade também atrai olhares mal-intencionados, sendo necessário que os consumidores fiquem atentos ao boleto falso.

A tecnologia para fraudar os títulos é sofisticada com o envio de malwares (vírus) por e-mail, manipulação do código de barras e computadores fora do território nacional. Em 2015, uma investigação da RSA identificou que a chamada “Gangue do Boleto” infectaram mais de 190 mil computadores e causaram prejuízos de cerca de 8,2 bilhões de reais

O escopo de atuação desses criminosos não está apenas em fraudar boletos no varejo, cobranças recorrentes, como a mensalidade escolar, também são visadas. Por isso, é importante que escolas e cursos livres conscientizem seus clientes sobre o assunto.

Confira abaixo, neste artigo, como identificar um boleto falso e dicas essenciais sobre como se prevenir contra golpes.

    1. Como é feita a fraude e o roubo de informações?
      1. Vírus de computador
      2. Extensões de navegadores
      3. Spam via e-mail ou SMS
      4. Por correspondência
    2. Como identificar um boleto falso?
    3. 5 dicas para se proteger contra o golpe
      1. Crie hábitos de verificação
      2. Não abra e-mails suspeitos e sempre confirme com o emissor
      3. Utilize a leitura automática de código de barras
      4. Mantenha seu antivírus atualizado
      5. Entre apenas em sites seguros

1. Como é feita a fraude e o roubo de informações?

Somente em 2016, estima-se que 523 milhões de reais tenham sido perdidos por conta das fraudes, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Hoje, apesar da criação da Nova Plataforma de Cobrança, pela Febraban o problema persiste.

Entre janeiro e setembro de 2019, o número de reclamações sobre o fato aumentaram 42% no Reclame Aqui em relação ao mesmo período anterior. Assim, mesmo com os boletos registrados, é essencial tomar uma série de cuidados.

O primeiro é entender como os criminosos operam para gerar e enviar os boletos falsos:

1.1 – Vírus de computador

Uma das maneiras mais utilizadas, hoje em dia, por conta da quantidade de operações virtuais, é a invasão de computadores com vírus. A “Gangue dos Boletos”, por exemplo, gerava um bolware (boleto + malware) que infectava os navegadores e mudava o número do código de barras dos títulos.

O item malicioso pode agir de duas formas: a primeira é interceptando uma transação feita por quem está pagando, alterando o número do boleto e direcionando a quantia à conta dos criminosos. 

Na segunda, numa compra online, antes mesmo do boleto ser mostrado ao usuário, o malware envia o original ao servidor criminoso, que altera o número do código de barras e reenvia ao cliente.

Há ainda a possibilidade de ter redes de internet infectadas. Neste caso, o vírus infecta o roteador e cria páginas falsas, como as de bancos, para gerar os boletos falsos.


1.2 – Extensões de navegadores

Os navegadores são o grande alvo dos ataques virtuais desse tipo. Isso por conta do crescente número de transações feitos no e-commerce e em marketplaces. E uma das maneiras de infectá-los é através de extensões maliciosas.

Essas extensões ficam inativas durante a navegação rotineira. No entanto, quando a pessoa gera um boleto, ele age e troca o título por uma cobrança falsa.

1.3 – Spam via e-mail ou SMS

Um tipo de fraude bastante conhecida é os boletos e linhas digitáveis falsas enviados diretamente no e-mail. Além da cobrança irregular, essas mensagens podem conter algum dos vírus supracitados.

Normalmente, esses contatos são feitos com títulos e mensagens indicando vencimentos atrasados e “urgentes”. Também, as fraudes imitam logotipos e informações de órgãos conhecidos como os públicos, bancos e correios.

1.4 – Por correspondência

Por falar em imitações, ainda que incomuns hoje, há a possibilidade do boleto falso ser enviado pelo correio. As falsificações também imitam os elementos, marcas e layout de títulos oficiais, mas com o número do boleto adulterado para enviar o dinheiro aos criminosos.

2. Como identificar um boleto falso?

Além de saber os caminhos pelos quais você pode ser atacado pelos fraudadores, é importante aprender a identificar um boleto falso. Apesar de algumas cópias parecerem verídicas, tem uma série de informações que podem ser checadas para confirmar sua veracidade.

O primeiro passo é desenvolver o hábito de analisar os documentos. Comumente, quando recebemos uma fatura de fonte conhecida, como a mensalidade escolar, levamos ao caixa ou copiamos o número do código de barras no aplicativo do banco sem uma verificação mais atenta.

Muitas vezes, boletos falsos podem ser identificados ao observar informações que não estão de acordo com a realidade. O mais indicado é conferir todos os dados e números, mas existem alguns detalhes que demandam maior atenção:

  • Erros de português na fatura são um forte indicativo de falsificação;
  • Os dígitos finais da linha numérica acima do código de barras devem representar o valor total do boleto;
  • Na mesma linha numérica, confirme se os três primeiros dígitos coincidem com o código do banco (confira aqui os códigos de todos os bancos);
  • Confirme se os dados do beneficiário e CPF/CNPJ coincidem com de quem lhe vendeu ou presta serviço. Essa informação pode ser checada em uma pesquisa rápida na internet;
  • Se é uma cobrança recorrente fixa, como a da escola, e o valor estiver diferente desconfie e entre em contato com a instituição para confirmar a veracidade do documento.

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3. 5 dicas para se prevenir contra um golpe

Saber como identificar um boleto falso é uma das maneiras de evitar cair nesse tipo de golpe. Além disso, existe uma série de práticas que podem ser adotadas para garantir ainda mais segurança na hora de quitar títulos.

Confira abaixo algumas dicas que são amplamente divulgadas e apoiadas por órgãos como consultorias de segurança, Procon e Serasa:

3.1 – Crie hábitos de verificação

Nas fraudes de 2015, os criminosos adulteraram quase meio milhão de transações. Com a quantidade de maneiras que os boletos podem ser falsificados é necessário desenvolver um hábito de verificação antes de realizar qualquer pagamento.

Além de checar detalhes como o código do banco e a linha numérica, uma boa prática é comparar o documento com os anteriores. Por exemplo, na mensalidade escolar, basta equiparar o atual com os dos últimos meses que você tiver guardado.

3.2 – Não abra e-mails suspeitos e sempre confirme com o emissor

Sempre desconfie de e-mails suspeitos, como reenvios de contas repetidas ou já quitadas. Também preste atenção nos anexos e links, evite abri-los ou fazer downloads se houver qualquer dúvida sobre sua autenticidade. 

Em todas essas situações, antes de pagar ou descartar, confirme com o emissor do boleto se ele realmente é válido. Afinal, se for uma cobrança verídica, você corre o risco de ficar inadimplente e acumular juros em dívidas.

3.3 – Utilize a leitura automática de código de barras

Boletos falsos podem conter algumas inconsistências em suas informações e layout. Manchas, erros de português e dados de banco emissor entre outros detalhes podem ser facilmente identificado.

Também é comum que o código numérico não seja compatível com o código de barras. Com as barras ilegíveis, o objetivo dos criminosos, é obrigar os usuários digitarem os números adulterado, que desviam o pagamento às suas contas.

Assim, prefira sempre utilizar a leitura automática dos caixas eletrônicos e aplicativos de banco. Se não conseguir ler o código de barras com essas ferramentas, desconfie e entre em contato com o banco ou o emissor para certificar-se sobre a veracidade do documento.

3.4 – Mantenha seu antivírus atualizado

A maneira mais comum de adulterar boletos é através da infecção de computadores e redes de computadores com malwares. Por isso, mantenha seu antivírus atualizado e faça varreduras constantes em sua máquina.

Também evite acessar computadores e redes de Wi-Fi públicas. Os dispositivos compartilhados podem não estar nos padrões ideais de segurança. Além disso, existem vírus que infectam roteadores e direcionam os usuários para páginas falsas, nas quais os boletos falsos são gerados.

3.5 – Entre apenas em sites seguros

Mesmo acessando seu computador pessoal, em casa e em uma rede privada com informações encriptadas, ainda é necessário certo cuidado. 

Ao invés de digitar o endereço completo de um site, comumente preenchemos apenas o nome do banco ou empresa e esperamos o mecanismo de busca nos indicar a página entre seus primeiros links, certo?

Se o seu navegador já estiver infectado por um bolware ou uma extensão maliciosa esse tipo de busca pode encaminhá-lo a uma página falsa. O correto, para evitar esse tipo de golpe, é digitar o endereço completo do website que você deseja visitar para baixar o boleto.

E você? Já alertou os pais e alunos de sua instituição de ensino sobre os riscos de caírem numa fraude? Conhece alguém que já sofreu com isso? Com cada vez mais boletos sendo gerados anualmente, é uma boa ideia conscientizá-los e sugerir as dicas desse artigo para que façam seus pagamentos com segurança.

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