Desvendando o mercado SaaS no Brasil

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Não é de hoje que o modelo de negócio conhecido como Software as a Service (SaaS) ganhou o mercado e se posicionou como uma forma atraente e rentável de vendas por assinatura. Entre suas muitas vantagens está o potencial de previsibilidade de receita que o pagamento por meio de mensalidades traz para a empresa que empreende nesse formato. E contar com uma receita recorrente é um dos principais trunfos para promover o crescimento saudável de uma empresa e escalar.

Assim como outros modelos inovadores que operaram, em algum nível, uma transformação na forma de se fazer negócios, as empresas SaaS – como as conhecemos hoje – nasceram entre as startups – no melhor estilo “colocar para rodar” e, então, “ver no que dá”. Mas elas nada mais são do que a evolução de um modo de fazer negócio que já existe há bastante tempo e que, depois de um revigorante banho de tecnologia, ressignificou esse modelo.

Para Felipe Matos, fundador e head de ecossistemas da aceleradora Startup Farm, “a participação de empresas SaaS entre as aceleradas pela Farm é grande e sempre foi presente, mas ultimamente tem crescido e, principalmente, amadurecido”.

Quando levamos em consideração que o número de empresas inscritas nos ciclos de aceleração passaram das 80 concorrentes às 15 vagas disponíveis na primeira edição do Programa de Aceleração da Startup Farm, em 2011, para 1.100 concorrentes às 10 vagas disponíveis no último ciclo, em 2016, conseguimos ter uma ideia da expansão do empreendedorismo no Brasil. E, com ele, do crescimento das empresas de SaaS. “Não consigo pensar em nenhuma edição da Farm que não teve algum tipo de SaaS”, lembra Matos, para quem esse mercado tem crescido, mais até do que em quantidade, em qualidade.

SaaS: território desconhecido

Em meados de 2015, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) realizou a primeira pesquisa dedicada ao mercado brasileiro de SaaS, com o intuito de identificar a atuação das empresas de software nesse novo meio de comercialização e ajudá-las a aprimorar seus negócios. Uma das principais descobertas feitas pelo estudo foi de que, embora houvesse uma preocupação em adotar o modelo SaaS, havia um consenso entre as empresas de que essa evolução era primordial para a sobrevivência do negócio e extremamente importante para aquelas que desejavam reduzir custos e escalar.

Contudo, há algo bastante intrigante sobre esse mercado: ele nunca foi mapeado! Não há um repertório de informações suficientemente detalhadas para que análises aprofundadas possam ser realizadas ou mesmo para que se possam fazer recortes que promovam um entendimento melhor de ecossistemas e nichos de mercado desse modelo.

Por essa razão, uma nova pesquisa sobre empresas SaaS está sendo lançada. Será a maior pesquisa de SaaS já realizada no Brasil e permitirá desenhar o atual cenário nacional, de maneira a traçar a jornada de um modelo de negócio que não apenas veio para ficar, como servirá de base para novos formatos.

“Estamos apenas começando no que é o SaaS de hoje. É um mercado muito grande e o SaaS não é um segmento, é basicamente um DNA de transformação e de multiplicação de algo que funciona para diversos setores. Cada setor vai ser transformado no seu momento – e essa dinâmica de transformação vai além da tecnologia”, explica Patrick Arippol, Managing Director de Venture na DGF Investimentos e um dos speakers do Superlógica Xperience.

Enquanto não colocamos as mãos nos resultados da maior pesquisa de SaaS realizada no Brasil, a Superlógica está preparando um Radar SaaS com três séries de reportagens sobre esse mercado.

Encerrando o Especial SaaS, vamos publicar um relatório com uma análise aprofundada dos dados gerados pela pesquisa, completando o panorama geral up to date do mercado brasileiro de SaaS.

Stay tuned!


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