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O que é ERP recorrente?

ERP é uma sigla que deriva do inglês Enterprise Resource Planning. Se traduzirmos ao pé da letra, é algo como Planejamento de Recurso Corporativo. Essa tradução fica um pouco sem sentido nos dias de hoje, mas a ideia do ERP não mudou: um sistema único para controlar todas as operações de uma empresa. Basicamente,é o sistema gerenciador da empresa.

Cada segmento do mercado tem sua particularidade. Por isso, existem ERPs segmentados. Assim, as métricas do negócio poderão ser trabalhadas de uma forma muito mais focada, os valores serão mais acertados e, no fim, os processos melhorados.

Qual a lógica do ERP recorrente?

ERP recorrente é um sistema de gestão voltado para empresas que cobram assinaturas. Em negócios que realizam pagamentos recorrentes, a forma de gerenciamento dos processos financeiros e administrativos é completamente diferente de um modelo transacional, como você verá mais ao longo deste texto.

No modelo recorrente, em vez de adquirir um produto, como um software, por exemplo, e instalar, como era feito antigamente com o Office, da Microsoft, o cliente faz uma assinatura e paga uma assinatura pelo uso. Além da Microsoft, muitas outras empresas estão migrando para o modelo da economia da recorrência, entre elas Adobe e Amazon.

Neste novo modelo, o foco é criar planos atrativos. É a “lógica Netflix”: em vez de alugar ou comprar um um filme ou série, o cliente tem acesso a uma série deles por uma assinatura mensal. Com essa lógica, a empresa registrou 98,75 milhões de usuários ativos no primeiro trimestre de 2017, demonstrando que esse é um modelo de negócios que gera tração e oferece a possibilidade de escalar rapidamente.

Como funciona o ERP recorrente?

A plataforma acompanha o cliente desde o momento da contratação  até a geração de relatórios automatizados, passando pela implantação. Com a ativação, um ERP recorrente geralmente entregará:

  • Acompanhamento de métricas – (cancelamento, crescimento, migrações, novos clientes etc.);
  • Régua de cobrança completa por e-mail e SMS para boleto e cartão de crédito, o que ajuda a reduzir a inadimplência;
  • Gestão de pagamentos: recebimento por boletos e cartões de crédito;
  • Emissão de nota fiscal;
  • lntegração contábil;
  • Controle eficiente dos assinantes: evite que inadimplentes ou clientes que cancelaram o plano tenham acesso aos serviços ou produtos;

ERP recorrente X ERP transacional

Os ERPs transacionais enxergam o cliente em uma jornada com início, meio e fim muito bem definidos. O início é o momento que o cliente interage com a empresa, solicitando o produto desejado; o meio é quando o pagamento é aprovado, o produto é fabricado e sai para a entrega; o fim é quando o cliente recebe o produto – e pode se estender quando o cliente realiza uma recompra. Nisso, ele trata de alguns processos: faturamento, balanço contábil, compras, fluxo de caixa, apuração de impostos, administração de pessoal, inventário de estoque, contas a receber, ponto dos funcionários, controle da infraestrutura.

Já os ERPs recorrentes têm por objetivo sempre estar ao lado do cliente numa jornada infinita (num mundo ideal) e não transacional. Isso considerando que ele paga uma assinatura e irá sempre (se você conseguir entregar uma boa experiência, é claro) usufruir do serviço da sua empresa. Isso muda radicalmente como o sistema de gestão funciona.

São voltados para empresas de receita recorrente, que cobram assinaturas e se preocupam em oferecer a melhor experiência ao usuário. O serviço dessas companhias serão acessados constantemente pelos clientes – em muitos casos, diariamente, como nos casos das empresas SaaS (software as a service).

Ao tentar adaptar um ERP transacional para um modelo recorrente, o trabalho é absurdamente maior, pois ele não terá as funcionalidades necessárias para lidar com cancelamentos, migração, inadimplência, cobranças e outras ações essenciais para quem trabalha com recorrência.

Cobranças e cancelamentos

Nesses softwares de cobrança do e-commerce de varejo, a maior preocupação no momento da cobrança é com a fraude, como no caso do chargeback. É quando o cliente pede para a operadora de cartão de crédito estornar a fatura após ter recebido a cobrança. Mas essa não deve ser a principal preocupação de um negócio recorrente. Por esse motivo, no ERP recorrente, um dos objetivos é evitar o churn (taxa de cancelamento) involuntário.

O churn involuntário acontece quando há alguma falha na cobrança do cliente e não necessariamente quando ele quer cancelar o serviço. Os motivos são diversos: mudança de cartão de crédito, inconsistência nos dados, falta de limite, esquecimento ou algum erro na tentativa de cobrança do sistema da empresa ou do banco. Por isso é importante criar uma regra de cobrança muito bem definida em seu sistema.

No ERP recorrente essa regra de cobrança será automatizada: o cliente será informado quando acontecer algum problema no pagamento. Dentro do fluxo, ele poderá rever os dados (como número do cartão ou validade do mesmo) e fará retentativas automáticas até que o sistema entenda que a assinatura deve ser cancelada.

Os sistemas da Superlógica

A superlógica oferece o ERP recorrente líder do mercado. Ele é personalizado para empresas de assinaturas, condomínios, imobiliárias, cursos, escolas e agências de comunicação.

A empresa terá acesso a um sistema financeiro completo: receber por boleto ou cartão, emitir nota fiscal e integração contábil, além de funcionalidades específicas para cada segmento.


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